23:11 22 Agosto 2019
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    Saif al-Islam Gaddafi visita a exposição Desert is Not Silent com arte antiga e contemporânea da Líbia (foto de arquivo)

    Filho de Kadhafi pede realização de eleições na Líbia 'o mais breve possível'

    © Sputnik / Vladimir Fedorenko
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    Filho do ex-líder líbio Muammar Kadhafi derrubado em 2011, Saif Islam Gaddafi defende a realização de uma votação presidencial no Estado o mais rápido possível, criticando atrasos na proposta da ONU de realizar o pleito ainda em 2019.

    "A única solução são eleições: se não, você mantém a atual situação política que não é do interesse do povo líbio", disse o assessor de Saif Islam, segundo a edição.

    Embora uma cúpula recente sobre políticas internas da Líbia, sediada na Itália no outono passado, tenha como meta realizar eleições no primeiro semestre de 2019, o embaixador da ONU na Líbia, Ghassan Salame comentou mais tarde que a eleição presidencial pode não acontecer tão cedo. É necessário realizar primeiro as eleições parlamentares e, depois, um referendo sobre a Constituição, que deve preceder a tão esperada votação presidencial.

    No final do ano passado, Saif Islam Gaddafi enviou uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, através do vice-ministro das Relações Exteriores russo, Mikhail Bogdanov, na qual expôs planos para a resolução do impasse e reconciliação nacional da Líbia. Membro da equipe política de Saif Islam Gaddafi, Muhammad Qailushia disse à Sputnik à época que Saif não tinha decidido se concorreria ao pleito. 

    Bogdanov, por sua vez, anunciou a disposição da Rússia em mediar o diálogo entre as forças políticas que desejam participar das eleições na Líbia. Também à Sputnik, o vice-ministro disse acreditar que ninguém deveria ser privado do direito a concorrer a presidência Líbia e que Saif deveria fazer parte do processo político nacional.

    A Líbia permanece em estado de caos desde a derrubada e morte de Muammar Kadhafi em uma revolta política apoiada pela OTAN em 2011. Grande produtor de petróleo, o país foi dividido em duas partes controladas por diferentes governos: a parte oriental é governada pelo parlamento local eleito, apoiado pelo Exército Nacional da Líbia e liderado pelo marechal Khalifa Haftar. A parte ocidental é controlada pela ONU e um governo de acordo nacional apoiado pela UE e liderado pelo primeiro-ministro baseado em Trípoli, Fayez Sarraj. 

    Apesar do plano inicial das partes em realizar eleições parlamentares e presidenciais no país em uma tentativa de unificá-lo, a votação nunca aconteceu, aumentando ainda mais o caos no país.

    A insegurança também permitiu que os jihadistas que fugiam da Síria e de outros conflitos se estabelecessem na Líbia. Há relatos de terroristas do Daesh (grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico) invadindo vilas, fazendo de meninas suas escravas sexuais e vendendo servos em um mercado local.

    Tags:
    Daesh, OTAN, Exército Nacional da Líbia, Fayez al-Sarraj, Khalifa Haftar, Ghassan Salame, Vladimir Putin, Mikhail Bogdanov, Muammar Kadhafi, Saif al-Islam Kadhafi, Líbia
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