17:51 26 Março 2019
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    O conselheiro de segurança nacional do Afeganistão, Hamdullah Mohib, e o ministro de relações exteriores da China, Wang Yi, em reunião em Pequim.

    Conselheiro de segurança nacional do Afeganistão visita China em busca de cooperação

    © AP Photo / Andy Wong
    Oriente Médio e África
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    O conselheiro de segurança nacional do Afeganistão esteve em Pequim nesta quinta-feira (10) para buscar cooperação e encerrar sua guerra de 17 anos com o Talibã.

    Hamdullah Mohib encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e disse que o Afeganistão está buscando "trazer alguma estabilidade de longo prazo para a nossa região".

    A China e o Afeganistão compartilham uma fronteira estreita e cooperaram na segurança das fronteiras. A China também é um aliado próximo do Paquistão, acusado pelo Afeganistão e pelos EUA de fornecer abrigo seguro para o Talibã e outros grupos que se opõem ao governo em Cabul.

    Wang enfatizou a "compreensão mútua e apoio mútuo" que os países ofereceram uns aos outros e o apoio da China aos esforços para "promover a paz doméstica e a reconciliação política no Afeganistão".

    "Em um momento tão importante, sabemos que você foi encarregado pelo presidente Ashraf Ghani de fazer essa visita para melhorar a compreensão e a coordenação mútua. Acreditamos que isso seja extremamente oportuno e necessário", disse Wang.

    Na quarta-feira, o enviado especial do presidente afegão, Mohammad Omer Daudzai, expressou sua esperança de que a guerra que custou aos Estados Unidos cerca de US$ 1 trilhão termine em 2019.

    "Estamos nomeando 2019 como um ano de paz para o Afeganistão", disse Daudzai em entrevista à Associated Press.

    O enviado especial de paz de Washington, Zalmay Khalilzad, também está em um tour pela região, visitando a Índia, a China, o Paquistão e o Afeganistão.

    O Talibã recusou um diálogo direto com Cabul, apesar da pressão da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e até do Paquistão.

    Em resposta, Washington suspendeu centenas de milhões de dólares em reembolsos ao Paquistão. O Paquistão afirma que sua influência sobre o Talibã é exagerada.

    Tags:
    Talibã, Estados Unidos, China, Afeganistão
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