00:52 24 Janeiro 2019
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    Tropas dos EUA e do Afeganistão na cidade de Yawez (imagem referencial)

    Guerra dos EUA no Afeganistão está perdida, conclui National Interest

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    A retirada das tropas dos EUA do Afeganistão, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, é a decisão certa uma vez que a guerra neste país "está perdida" e a política de Washington chegou a um beco sem saída, escreve a revista The National Interest.

    Trump pretende retirar as tropas do Afeganistão, em um esforço para pôr fim a esta "guerra perdida", mas os EUA não devem ter ilusões sobre os possíveis resultados da retirada de suas tropas do país, disse a publicação.

    Conforme observa o autor do artigo, a política de Washington não progrediu na "pacificação" do Afeganistão: o movimento Talibã controla mais território do que nunca desde 2002 — quase 60% —, enquanto o nível de segurança pode ser avaliado por um incidente recente, quando, em resultado de um ataque, o comandante das forças dos EUA no Afeganistão, general Austin Scott Miller, quase morreu.

    A "apregoada" nova estratégia do governo Trump só fez aumentar um indicador: o número de bombas lançadas no Afeganistão, observa o jornal. Mesmo os defensores dessa guerra admitem que os Estados Unidos estão, na melhor das hipóteses, "em um beco sem saída". O general americano Joe Dunford, presidente do Joint Chiefs of Staff, disse que "não há qualquer solução militar" no Afeganistão, continua a publicação.

    Cem mil soldados americanos só foram capazes de "pacificar" temporariamente as áreas mais perigosas do Afeganistão, mas depois da partida da maioria deles, o Talibã começou a recuperar o território novamente, lembra o autor.

    No caso da retirada completa das forças dos EUA, os aliados de Washington na OTAN farão o mesmo. A maioria destes países não ficou particularmente entusiasmada em participar de operações no Afeganistão, escreve o jornal The National Interest. Neste caso, o governo afegão será forçado a lutar sozinho, o que, de acordo com a publicação, "não vai acabar bem", já que as autoridades do país não sobreviverão sem os "generosos auxílio e aconselhamento ocidentais".

    Os Estados Unidos estão gastando enormes quantias de dinheiro no Afeganistão, e ainda assim Washington está perdendo a guerra que vem sendo travada há 17 anos, afirma o autor.

    Em sua opinião, existem outras maneiras de evitar que o Afeganistão se torne um refúgio potencial para os terroristas. Assim, se pode conseguir o apoio dos países vizinhos, mas isso exigirá compromissos com a Rússia e a China, acredita a revista.

    Se o enviado especial dos EUA para o Afeganistão puder concluir um acordo com o Talibã para salvar o prestígio de Washington, então as autoridades dos EUA precisam "aceitá-lo e sair", acredita The National Interest.

    No entanto, os Estados Unidos não devem ter nenhuma ilusão sobre o que vai acontecer após a retirada do exército americano do Afeganistão, argumenta o autor. Assim, o regime do líder pró-soviético do país, Mohammed Najibullah, que "ainda é carinhosamente lembrado por alguns afegãos", caiu menos de três anos após a retirada da URSS, lembra ele.

    "Teremos sorte se nossos clientes afegãos conseguirem sobreviver por mais tempo", conclui The National Interest.

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    militantes, tropas, guerra, OTAN, Taliban, Donald Trump, URSS, Washington, Afeganistão, EUA
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