12:30 06 Dezembro 2019
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    Soldado passeando pelo porto de Hodeidah no mar Vermelho, Iêmen

    Cessar-fogo? Iêmen continua tendo ataques aéreos e conflitos

    © REUTERS / Abduljabbar Zeyad/File Photo
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    O enviado especial do Iêmen à ONU pediu neste domingo (16) que as forças pró-governo, assim como os rebeldes do país, respeitem o cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida. O pedido por parte do oficial vem após o registro de conflitos entre os lados, o que poderia colocar em risco o cessar-fogo alcançado na quinta-feira (13) na Suécia.

    "O enviado especial espera que as duas partes respeitem suas obrigações para com o texto e o espírito do Acordo de Estocolmo e na implementação imediata de suas exigências", disse o enviado Martin Griffiths em sua conta oficial no Twitter.

    Ele afirmou que a ONU tem trabalhado com o governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita, e com os rebeldes Houthi para garantir o acordo em Hodeida.

    No entanto, segundo moradores, conflitos eclodiram em Hodeida após ataques aéreos na região.

    O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que coisas "muito piores" podem acometer o povo emprobecido pela guerra em 2019 caso as partes do conflito não acertem um acordo de paz e busquem uma saída para a crise humanitária, considerada a pior do mundo.

    Os dois lados trocam acusações de violações do cessar-fogo, que foi assinado na quinta-feira (13) e entrou em vigor no dia seguinte.

    Menina iemenita sofre de desnutrição, consequência da guerra e do bloqueio da Arábia Saudita, Iêmen, 25 de agosto de 2018
    © AP Photo / Hammadi Issa
    Menina iemenita sofre de desnutrição, consequência da guerra e do bloqueio da Arábia Saudita, Iêmen, 25 de agosto de 2018

    Um residente da cidade portuária, banhada pelo mar vermelho, disse à AFP que os conflitos que ainda ocorrem são duros e que foi possível ouvir jatos cruzando os céus da cidade durante a madrugada.

    Um outro residente, que falou de forma anônima, também relatou conflitos. "Há barulho de jatos e ataques aéreos, mas nós não sabemos qual é o alvo", disse à AFP por telefone.

    Ao menos 29 pessoas, incluindo 22 rebeldes Houthi e 7 soldados pró-governo, foram mortas na noite do sábado (15) durante conflitos e ataques aéreos em toda a região, segundo um soldado relatou à AFP. Porém, nenhuma outra fonte confirmou o número de mortos.

    A fonte militar também afirmou que 7 rebeldes foram presos durante um ataque Houthi ao distrito de Al-Durayhimi, a cerca de 20km de Hodeida.

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    Tags:
    Guerra do Iêmen, AFP, Houthis, ONU, Martin Griffiths, Antonio Guterres, Al-Durayhimi, Hodeida, Arábia Saudita, Iêmen
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