03:27 10 Dezembro 2018
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    Soldados do exército norte-americano na cidade de Bartela, perto de Mossul, Iraque

    'Violação da soberania iraquiana': legisladores exigem retirada dos EUA do Iraque

    © REUTERS / Ammar Awad
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    Os EUA prometeram "reduzir gradualmente" sua presença no Iraque em fevereiro deste ano, depois que Bagdá declarou vitória sobre o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em vários outros países) em dezembro do ano passado, mas se recusaram a retirar todo seu contingente do país.

    Em agosto, a coalizão liderada pelos EUA comunicou que os estimados 5.200 soldados norte-americanos no Iraque permaneceriam no país "pelo tempo que for necessário". 

    Falando à Press TV do Irã na sexta-feira (23), o legislador Amer al-Shebli argumentou que a presença contínua dos EUA é "uma violação da soberania iraquiana".

    "A presença das forças dos EUA no Iraque é ilegal. Como membro do Comitê de Segurança do Parlamento, expressamos nossa preocupação com a presença dos militares dos EUA e o aumento constante do número de soldados", acrescentou outro deputado, Adnan al-Assadi.

    "Eles têm milhares de soldados aqui. No entanto, o governo diz que eles são conselheiros", observou.

    Por sua vez, o legislador Kadhim al-Sayadi afirmou que "os sacrifícios do povo iraquiano em sua luta contra o Daesh mostram o quanto é importante a soberania de seu país".

    "Hoje, nenhum país permitirá bases militares estrangeiras em suas terras", frisou. 

    Outros legisladores se pronunciaram dizendo que os EUA poderiam manter uma presença militar no Iraque, mas somente se chegassem a um acordo com o governo do país, com a aprovação do Parlamento.

    Os EUA invadiram o Iraque em 2003 sob o pretexto de encontrar e destruir armas de destruição em massa. As armas nunca foram encontradas e os Estados Unidos se retiraram do país em 2011, depois de uma ocupação dispendiosa que levou à morte mais de 4.800 soldados das tropas da coalizão e até um milhão de iraquianos. Depois da retirada dos EUA, o governo pró-americano em Bagdá foi assolado pela violência sectária, levando a novas mortes e à ascensão do Daesh, que devastou grandes áreas do oeste do Iraque e do leste da Síria e declarou um califado em 2014. Forças sírias e iraquianas e seus aliados lançaram operações para derrotar o grupo terrorista e recuperar seus territórios. Em 2018, os remanescentes do Daesh estavam confinados a uma pequena área da Síria, a leste do rio Eufrates.

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    Tags:
    soldados, presença militar, violação, retirada, soberania, Daesh, Iraque, EUA
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