23:20 17 Novembro 2018
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    Médico (foto referencial)

    Israelense é preso por fingir ser médico para bolinar seios das pacientes por uma década

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    Oriente Médio e África
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    A polícia israelense prendeu um homem de 53 anos do centro de Israel, sob suspeita de se apresentar como médico para bulinar os seios das mulheres. Ele foi identificado por um portal israelense, mas uma ordem judicial proibiu a publicação do nome.

    O suposto agressor é acusado de administrar um esquema por mais de uma década, no qual fingiria ser um proeminente cirurgião de seios do Canadá. O homem supostamente usava uma sala vazia no prédio de sua empresa para realizar exames falsos. Dezenas de mulheres foram supostamente apanhadas no esquema. Uma investigação do portal Yedioth o expôs como sendo um escritor e executivo de uma editora.

    O homem fingia ser um renomado médico canadense viajando em Israel. Uma de suas vítimas, identificada apenas como "Karen", disse ao Yedioth que ela estava tendo problemas para amamentar seu filho recém-nascido e ninguém conseguia descobrir qual era o problema. Foi quando ela encontrou um blog pertencente ao homem que alegava ser um cirurgião de seios no Canadá.

    O suspeito aparentemente explicou que não possuía licença médica ou consultório em Israel porque era canadense e usou o escritório vazio, que ele disse pertencer a um colega em Israel, para agredi-la. O Yedioth informou ainda que o homem nunca frequentou a escola de medicina. Seus falsos perfis on-line listavam o "Departamento de Saúde de Barrie" como seu local de trabalho, mas, sem surpresa, não existe tal empresa.

    A repórter que assina a reportagem se disfarçou de uma potencial paciente na semana passada e informou que o homem continuava a fazer consultas em seu escritório depois das horas de expediente.

    Outros repórteres também estavam disfarçados fingindo ser escritores-fantasmas de uma empresa de livros, quando o suspeito admitiu que nunca frequentou a faculdade de medicina. Ele alegou que era inocente quando confrontado com as alegações de jornalistas, dizendo que o autor não era ele, mas que "sabe quem é" e que "ele e eu somos muito semelhantes".

    Tags:
    abuso sexual, Departamento de Saúde de Barrie, Yedioth Ahronoth, Canadá, Israel
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