17:15 18 Novembro 2018
Ouvir Rádio
    Pessoas carregam o corpo de um refugiado somali, morto em um ataque de helicóptero enquanto fazia uma travessia de barco na costa do Iêmen. 17 de março de 2017

    ONU alerta para o problema da fome no Iêmen

    © REUTERS / Abduljabbar Zeyad
    Oriente Médio e África
    URL curta
    131

    O subsecretário de Estado John Sullivan e o enviado especial da ONU, Martin Griffiths, durante reunião em Washington, discutiram medidas para enfrentar o sofrimento do povo iemenita e reiniciar as negociações de paz, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em um comunicado.

    "O vice-secretário e o enviado especial discutiram a terrível situação humanitária e os últimos passos sendo dados para aliviar o sofrimento do povo iemenita, bem como a necessidade urgente de desescalar [a violência] e de dialogar em todo o Iêmen", disse Nauert na terça-feira. o enviado da ONU por sua dedicação a renovadas conversações de paz entre todas as partes para acabar com o conflito.

    Já o coordenador humanitário da ONU, Mark Lowcock, disse na terça-feira que o Iêmen está à beira de uma tragédia.

    "Existe agora um perigo claro e presente de uma iminente e grande fome engolfando o Iêmen: muito maior do que qualquer profissional desse campo viu durante sua vida profissional", disse ele. Lowcock disse ao Conselho de Segurança da ONU que a estimativa do mês passado, segundo de 11 milhões de pessoas no Iêmen enfrentam grave escassez de alimentos nos próximos meses está errada.

    "O número total de pessoas que enfrentam condições pré-fome… pode chegar em breve não a 11 milhões, mas 14 milhões. Isso é metade da população total do país", disse ele.

    Confrontos ferozes e ataques aéreos na cidade portuária de Hudaydah, no Mar Vermelho, bloquearam a estrada oriental para Sana, causando impacto nos comboios de abastecimento dos principais portos que alimentam o norte do Iêmen, disse ele. O chefe do departamento de ajuda humanitária ressaltou que todas as partes envolvidas no conflito, que dura anos, devem acabar com a luta contra a infra-estrutura civil, necessária para levar ajuda à população e declarar um cessar-fogo humanitário.

    No começo do dia, o enviado russo à ONU, Vassily Nebenzia, disse durante uma sessão do Conselho de Segurança da ONU que Moscou continuará a entregar ajuda humanitária à população afetada no Iêmen.

    "A Rússia continuará sua assistência humanitária não politizada aos iemenitas no norte e no sul do país", disse Nebenzia na terça-feira. O embaixador russo pediu que os principais centros de transporte do Iêmen sejam abertos com o objetivo de fornecer assistência humanitária.

    "Todos os portos do Iêmen e também os aeroportos devem continuar abertos e operacionais. É importante para os bens humanitários e comerciais", disse Nebenzia. A Rússia apóia os esforços liderados pela ONU para encontrar uma solução política no Iêmen e insta todas as partes a manterem a moderação, acrescentou Nebenzia.

    Mais:

    HRW: Ataques contra civis no Iêmen podem restringir a venda de armas dos EUA para a Arábia
    Rússia e França examinam situação de Síria, Líbia e Iêmen
    Alemanha aprova venda de armas à Arábia Saudita sob condição envolvendo Iêmen
    Coalizão saudita mata 4 em bombardeio no Iêmen
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik