07:06 17 Outubro 2018
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    Um carro chega à sede da Organização para a Proibição de Armas Químicas, OPAQ, em Haia.

    Enviado russo: 'Especialistas da OPAQ lidam mal com evidências coletadas na Síria'

    © AP Photo / Peter Dejong
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    Os especialistas da Missão de Inquérito da OPAQ na Síria violam grosseiramente os procedimentos da cadeia de custódia, disse o enviado russo à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Aleksandr Shulgin.

    "Claro que a missão está fazendo um trabalho ruim: não vai para as cenas de incidentes; se dá por satisfeita com investigação remota, tira suas conclusões principalmente com base em materiais das redes sociais, bem como dados fornecidos por vários ONGs tendenciosas e a oposição síria”, disse Shulgin em um comunicado obtido pela Sputnik.

    Ele acrescentou que, em seu trabalho, a equipe da missão "viola grosseiramente a sequência estabelecida de ações", garantindo a preservação da evidência física — a cadeia de custódia. Ao mesmo tempo, segundo Shulgin, os dados fornecidos pelo governo sírio e pelos militares russos "praticamente não são considerados".

    Abordando a situação em Idlib, o Ministério da Defesa da Rússia advertiu repetidamente que vários grupos terroristas dentro da província controlada pelos rebeldes estavam preparando provocações regulares para acusar as forças do governo sírio de usar armas químicas contra civis.

    Acusações contra a Rússia

    Shulgin comentou que as denúncias feitas por Moscou preparando um ataque de hackers contra a OPAQ eram completamente infundados e provocativos.

    "Em nosso discurso, dissemos que essas declarações eram completamente infundadas, vemos isso como uma provocação grosseira que visa empurrar a Rússia para um canto em retaliação por sua posição ativa na prevenção da politização da Organização, no aprofundamento da divisão e na designação de funções irrelevantes para o secretariado técnico", afirmou em uma entrevista na emissora Ruptly.

    Ele também comentou as acusações feitas contra russos específicos supostamente envolvidos no ataque cibernético.

    "Nós demos explicações. De fato, em abril deste ano, especialistas técnicos vieram para cá. O objetivo da viagem era verificar a segurança dos sistemas de comunicação de nossa embaixada. Isso é uma coisa completamente normal".

    Em 4 de outubro, o Reino Unido alegou que a Diretoria Principal de Inteligência dos militares russos era "quase certamente" responsável por uma série de ataques cibernéticos que visavam instituições políticas, meios de comunicação e empresas em todo o mundo. No mesmo dia, o Ministério da Defesa holandês alegou que seus serviços de inteligência haviam impedido um ataque cibernético contra a OPAQ, com sede em Haia, supostamente perpetrada por quatro cidadãos russos portadores de passaportes diplomáticos.

    Representante Permanente do Reino Unido junto à OPAQ, Peter Wilson disse que Londres e seus aliados trabalharão para atualizar as sanções pelo uso de armas químicas, agressão no ciberespaço e violação dos direitos humanos.

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia refutou as alegações, dizendo que as alegações eram parte de outro ato de propaganda contra a Rússia.

    Tags:
    Ministério da Defesa da Holanda, Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU), Ministério da Defesa (Rússia), RT Ruptly, Peter Wilson, Aleksandr Shulgin, Haia, Londres, Reino Unido, Rússia, Moscou, Idlib
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