12:43 23 Outubro 2018
Ouvir Rádio
    Refinaria de petróleo na Arábia Saudita

    Arábia Saudita prevê retirada da Rússia e China do mercado mundial de petróleo

    © AP Photo / Hassan Ammar
    Oriente Médio e África
    URL curta
    13630

    O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, em entrevista à Bloomberg, disse que o número de países produtores de petróleo no mercado mundial será significativamente reduzido no futuro.

    "Alguns acreditam que a demanda diminuirá depois de 2030. Segundo nossos cálculos, muitos produtores de petróleo desaparecerão", disse Salman.

    Assim, o príncipe herdeiro previu a retirada do mercado de petróleo da China e Rússia.

    "Por exemplo, acreditamos que em cinco anos a China reduzirá drasticamente a produção, se não sair. Outros também continuarão a desaparecer todos os dias como países produtores de petróleo. Daqui a 19 anos, a produção de petróleo na Rússia, com seus dez milhões de barris, diminuirá significativamente ou vai parar completamente", acrescentou.

    Contudo, com base nas suas estimativas, a demanda por petróleo aumentará de 1% a 1,5% ao ano até 2030.

    Segundo o príncipe, a Arábia Saudita não corre qualquer risco nesse setor. Ele acredita que no futuro o país terá de vender ainda mais petróleo do que agora.

    Recentemente, o ministro da Energia da Rússia, Aleksandr Novak, disse que a produção de petróleo no país deve chegar a 553 milhões de toneladas neste ano, podendo atingir um pico de 570 milhões de toneladas em 2021. No entanto, se estima um declínio gradual e a produção poderá cair para 310 milhões de toneladas até 2035.

    Mais:

    Pentágono: China é risco significativo e crescente para setor de defesa dos EUA
    Especialista sobre China na África: 'Se trata inclusive de um projeto de imagem pública'
    Austrália é pressionada para suspender envio de armas para a Arábia Saudita
    Tags:
    mercado, petróleo, Aleksandr Novak, Mohammad bin Salman, China, Rússia, Arábia Saudita
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik