05:38 22 Outubro 2018
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    Civis sírios deixam zonas controlados por extremistas, Aleppo, 13 de dezembro

    EUA ameaçam tornar vida do regime de Assad 'o mais miserável possível'

    © AFP 2018/ KARAM AL-MASRI
    Oriente Médio e África
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    Os Estados Unidos, junto com seus aliados, aplicarão "uma estratégia de isolamento" na Síria se o presidente Bashar Assad mantiver o processo político que visa terminar a guerra na Síria, afirmou um diplomata americano, citado pela Reuters.

    O representante especial dos EUA para a Síria, Jim Jeffrey, disse que Washington vai trabalhar com países na Europa, Ásia e Oriente Médio para impor duras sanções internacionais à Síria se Damasco não quiser cooperar para alterar a constituição antes das eleições.

    "Se o regime fizer isso [não cooperar], acreditamos que podemos ir atrás dele da mesma maneira como fizemos com o Irã antes de 2015: com sanções internacionais realmente duras", disse Jeffrey, referindo-se às sanções secundárias contra Teerã por causa do seu programa nuclear.

    Além disso, o diplomata assegurou que nem sequer o Conselho de Segurança da ONU poderá conter este plano dos EUA.

    "Mesmo que o Conselho de Segurança da ONU não aprove [as sanções] vamos fazer isso através da União Europeia, vamos fazer isso através de nossos aliados asiáticos, e depois nos encarregaremos de fazer a vida o mais miserável possível para este cadáver de regime", declarou Jeffrey, citado pela agência.

    As autoridades sírias consideram ilegal a presença militar dos Estados Unidos no seu território.

    Apesar disso, o então secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, anunciou em janeiro passado que as forças estadunidenses permanecerão no país árabe e que no futuro do país não haverá lugar para o presidente Bashar Assad. No mesmo discurso, Tillerson manifestou que os EUA e seus aliados não pretendem cooperar na reconstrução das regiões sírias controladas por Damasco.

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    Tags:
    regime, constituição, isolamento, sanções, União Europeia, Conselho de Segurança da ONU, Bashar Assad, Jim Jeffrey, Europa, Ásia, EUA, Síria
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