19:29 18 Outubro 2018
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    Artilharia do Exército saudita dispara contra o Iêmen a partir de um posto perto da fronteira saudita-iemenita, no sudoeste do país, em 13 de abril de 2015. A Arábia Saudita lidera uma coalizão de vários países árabes realizando ataques aéreos contra os rebeldes xiitas Huthis que invadiram a capital Sanaa em setembro e se expandiram para outras partes do Iêmen.

    Alemanha aprova venda de armas à Arábia Saudita sob condição envolvendo Iêmen

    © AFP 2018 / FAYEZ NURELDINE
    Oriente Médio e África
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    O ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmeier, aprovou a venda de armas para a Arábia Saudita após a coalizão liderada pelos árabes decidir fechar as remessas para países envolvidos na guerra do Iêmen, informou a mídia local.

    A lista de armas que serão comercializadas pelos alemães, à qual a revista online Spiegel teve acesso, apresenta sistemas de posicionamento de artilharia para veículos blindados, além de milhões em exportações de armas para os Emirados Árabes Unidos e para a Jordânia.

    Foto de arquivo de fumaça sobe do castelo de al-Qahira após um ataque aéreo liderado pela Arábia Saudita na cidade de Taiz, Iêmen.
    © AP Photo / Abdulnasser Alseddik
    Os três países formam uma coalizão que toma parte na guerra do Iêmen, que já dura três anos e custou milhares de vidas, além de disparar um surto de cólera na população iemenita.

    A Arábia Saudita tem lançado ataques aéreos contra rebeldes houthis a pedido do governo do Iêmen, que é reconhecido internacionalmente desde março de 2015.

    A situação no Iêmen se deteriorou ainda mais a partir de junho deste ano, quando as forças do governo, lideradas pelo presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi e a coalizão liderada pelos sauditas, lançaram uma ofensiva sobre Al Hudaydah, considerada uma cidade chave para a entrada de ajuda humanitária no país.

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    Tags:
    comércio de armas, Guerra do Iêmen, Spiegel, Abd Rabbuh Mansur Hadi, Al Hudaydah, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Iêmen, Alemanha
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