08:28 17 Outubro 2018
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    Míssil de cruzeiro Tomahawk lançado do destróier USS Barry (DDG 52) (foto de arquivo)

    Rússia: EUA reforçam potencial militar no Oriente Médio para atacar forças sírias

    © flickr.com/ Departamento de Defesa dos EUA
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    Os EUA estão aumentando o número de portadores de mísseis de cruzeiro no Oriente Médio para atacar as forças governamentais sírias, após a planejada encenação com alegado uso de armas químicas na província de Idlib, comunicou nesta segunda-feira (27), o representante oficial do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov.

    "Os EUA continuam aumentando o número de portadores de mísseis de cruzeiro no Oriente Médio em conexão com os preparativos na província de Idlib de mais uma provocação com o alegado 'uso de armas químicas'", afrimou o representante da entidade russa. 

    De acordo com o major-general, o destróier norte-americano equipado com 28 mísseis Tomahawk que recentemente entrou nas águas do mar Mediterrâneo pode atacar qualquer parte da Síria. 

    "No dia 25 de agosto, o destróier Ross da Marinha dos EUA, dotado de 28 mísseis Tomahawk, entrou no mar Mediterrâneo. O seu raio de ação permite efetuar ataques contra todo o território da Síria", frisou. 

    Além disso, anteriormente outro destróier norte-americano, o USS The Sullivans, com 56 mísseis, chegou ao golfo Pérsico, enquanto um bombardeiro B-1B com 24 mísseis de cruzeiro foi deslocado para a base militar estadunidense no Qatar.

    Konashenkov detalhou que os "preparativos são uma nova confirmação das intenções dos EUA de se aproveitarem da encenação organizada por combatentes da Tahrir al-Sham [Frente al-Nusra, organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países], com o envolvimento ativo dos serviços secretos britânicos na província de Idlib, com o alegado 'uso de armas químicas' pelas forças sírias". 

    Ontem (26), Igor Konashenkov informou que o Centro Russo para a Reconciliação na Síria dispõe de informações segundo as quais especialistas estrangeiros teriam chegado à zona de desescalada em Idlib para encenar um "ataque químico".

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    Tags:
    encenação, armas químicas, Igor Konashenkov, Idlib, Síria, EUA, Rússia
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