03:09 23 Setembro 2018
Ouvir Rádio
    Vítima de um ataque suspeito com armas químicas enquanto recebe tratamento em um hospital na cidade de Khan Shaykhun, na província de Idlib, na Síria

    Síria nunca usou e nem usará armas químicas, garante embaixador sírio na Rússia

    © AP Photo / Edlib Media Center
    Oriente Médio e África
    URL curta
    6100

    A Síria se livrou de seu arsenal químico em 2013, nunca usou e não usará armas químicas, disse neste domingo o embaixador da Síria na Rússia, Riyad Haddad.

    Na terça-feira, por ocasião do quinto aniversário de um ataque de armas químicas em 2013 na localidade síria de Ghouta Oriental, o Reino Unido, os Estados Unidos e a França divulgaram um comunicado alertando que "responderão apropriadamente a qualquer uso futuro de armas químicas pela Síria".

    A declaração também pediu aos partidários do presidente sírio Bashar Assad que "usem sua influência para defender a norma global contra o uso de armas químicas". Na quarta-feira, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, prometeu responder "muito fortemente" se o governo sírio usasse armas químicas.

    "Em primeiro lugar, a Síria se livrou do arsenal químico em 2013. Nós nunca usamos e não usaremos armas químicas", afirmando Haddad, comentando as declarações norte-americanas.

    O diplomata sírio ainda chamou de falsidade as declarações enganosas que estavam ressoando a partir do Ocidente.

    "Essas declarações não vão passar, elas têm um pretexto para tudo — o uso de armas químicas, e assim que nosso Exército, graças ao apoio de países amigos, avança para libertar nossas terras, o Ocidente e os Estados Unidos imediatamente querem intervir para atacar a Síria, a fim de enfraquecer a Síria e prolongar a guerra", explicou Haddad.

    No sábado, o porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, major-general Igor Konashenkov, disse que militantes na Síria estavam preparando uma provocação para acusar Damasco de usar armas químicas contra civis na província de Idlib.

    No domingo, Konshenkov declarou que a provocação foi planejada para os próximos dois dias no assentamento de Kafr Zita, com a ajuda de especialistas de língua inglesa. O navio USS Sullivan, com 56 mísseis de cruzeiro a bordo, e o bombardeiro estratégico B-1B da Força Aérea dos Estados Unidos, com 24 mísseis de cruzeiro, foram ambos remanejados mais perto da região há vários dias.

    Konashenkov observou que as declarações infundadas de funcionários ocidentais podem ser uma confirmação indireta da preparação de outro ato de agressão contra a Síria.

    Mais:

    Defesa da Rússia: destróier da Marinha dos EUA chega ao golfo Pérsico para 'atacar Síria'
    Diplomata russo: terroristas na Síria recebem armas de serviços secretos estrangeiros
    Daesh se reorganiza com mais de 20 mil membros no Iraque e na Síria, diz a ONU
    Tags:
    terrorismo, segurança, defesa, ataque químico, armas químicas, Igor Konashenkov, Bashar Assad, Riyad Haddad, Kafr Zita, Estados Unidos, Idlib, Rússia, Síria, Ghouta Oriental
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik