20:55 28 Janeiro 2020
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    O líder da principal coalizão de oposição no Zimbábue, Nelson Chamisa rejeitou a decisão do Tribunal Constitucional no sábado que endossou a vitória do atual presidente Emmerson Mnangagwa na eleição presidencial de 30 de julho.

    "Respeitar a decisão do Tribunal Constitucional não significa, por definição, aceitar. Você pode respeitar, mas não concordar com o Tribunal Constitucional e eu respeitosamente discordo e rejeito a posição [do tribunal]", disse Chamisa numa conferência de imprensa.

    O líder da oposição observou que confirmar a legitimidade da votação não é um dever do Tribunal Constitucional e acrescentou que os zimbabueanos têm o direito de "examinar" a decisão do tribunal.

    Chamisa acrescentou que a oposição planeja lançar protestos pacíficos entre outras medidas para obter resultados.

    Na sexta-feira, o tribunal confirmou que Mnangagwa havia sido devidamente reeleito. O processo legal foi iniciado pela Aliança do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), que alegou ter provas o suficientes para anular os resultados sobre irregularidades eleitorais.

    A Aliança MDC assegurou 64 dos 210 lugares na Assembleia Nacional. Seu candidato Chamisa ficou em segundo lugar na corrida presidencial com 44,3% dos votos. A Frente Patriótica da União Nacional Africana do Zimbabué (ZANU-PF) assegurou uma maioria absoluta na Assembleia Nacional com 144 lugares e o seu candidato, Mnangagwa, foi nomeado presidente do país.

    O Departamento de Estado dos EUA pediu à oposição do Zimbábue que aceite o resultado dos votos e respeite a decisão do tribunal.

    Tags:
    Aliança MDC, Assembleia Nacional do Zimbábue, União Nacional Africana do Zimbábue (ZANU-PF), Departamento de Estado dos EUA, Nelson Chamisa, Emmerson Mnangagwa, Zimbábue, África
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