15:18 19 Setembro 2018
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    Peregrinos na Grande Mesquita de Meca (foto de arquivo)

    2 milhões de pessoas iniciam peregrinação a Meca

    © Sputnik / Mikhail Voskresensky
    Oriente Médio e África
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    Mais de 2 milhões de muçulmanos iniciaram a peregrinação a Meca neste domingo (19).

    A peregrinação de cinco dias representa uma das maiores reuniões do mundo a cada ano, e é exigida de todos os muçulmanos fisicamente capazes uma vez na vida.

    Ela oferece aos peregrinos uma oportunidade de se sentirem mais próximos de Deus em meio aos muitos desafios do mundo muçulmano, incluindo a ameaça de violência e extremistas no Oriente Médio e a situação difícil da minoria muçulmana de Mianmar.

    "Somos muito abençoados por Alá por estar neste lugar, e rezamos a Alá para deixar as nações islâmicas do Ocidente ao Oriente em uma situação melhor", disse Essam-Eddin Afifi, um peregrino do Egito. "Nós rezamos para que as nações islâmicas superem seus inimigos."

    Os muçulmanos acreditam que a peregrinação refaz os passos do profeta Maomé, bem como os dos profetas Ibrahim e Ismail — Abraão e Ismael na Bíblia. Os muçulmanos acreditam que Deus segurou a mão de Ibrahim depois de ordenar que ele sacrificasse seu filho, Ismail. Na versão cristã e judaica da história, Abraão é ordenado a matar seu outro filho, Isaque.

    A Caaba representa a casa metafórica de Deus e a unidade de Deus.

    Muçulmanos circulam a Caaba no sentido anti-horário sete vezes recitando súplicas a Deus, depois caminham entre as duas colinas percorridas por Hagar, a esposa de Ibrahim. A Grande Mesquita de Meca, a maior do mundo, engloba a Caaba e as duas colinas.

    Antes de se dirigir a Meca, muitos peregrinos visitam a cidade de Medina, onde o Profeta Maomé está enterrado e onde ele construiu sua primeira mesquita.

    Depois das orações em Meca, os peregrinos irão a uma área chamada Monte Arafat na segunda-feira, onde o profeta Maomé fez seu sermão final. De lá, os peregrinos se dirigem a uma área chamada Muzdalifa, pegando pedrinhas pelo caminho para um apedrejamento simbólico do diabo e uma expiação de pecados que ocorre no vale da Mina por três dias.

    No final da peregrinação, os peregrinos masculinos raspam os cabelos e as mulheres cortam uma mecha de cabelo em sinal de renovação por completar a peregrinação. Em todo o mundo, os muçulmanos vão marcar o fim da peregrinação com uma celebração chamada Eid al-Adha. O feriado marca a disposição de Ibrahim de sacrificar seu filho e os muçulmanos costumam abater ovelhas e gado, distribuindo a carne aos pobres.

    A família Al Saud, da Arábia Saudita, afirma sua legitimidade em parte na administração dos locais mais sagrados do Islã. O título oficial do rei Salman é o "Guardião das Duas Mesquitas Sagradas", em Meca e Medina. Outros reis sauditas, e os governantes otomanos da região de Hijaz antes deles, todos adotaram o título honorário

    O reino gastou bilhões de dólares de suas vastas receitas de petróleo em medidas de segurança e proteção, particularmente em Mina, onde ocorreram alguns dos incidentes mais mortíferos da peregrinação

    O pior da história ocorreu apenas três anos atrás. Em 24 de setembro de 2015, um tumulto em Mina matou pelo menos 2.426 pessoas, de acordo com uma contagem da Associated Press.

    O saldo saudita oficial foi de 769 pessoas mortas e 934 feridos. O reino nunca abordou a discrepância, nem divulgou os resultados de uma investigação que as autoridades prometeram realizar sobre o desastre.

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