04:17 23 Setembro 2018
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    Manipulador de munição da Marinha dos EUA fica perto de bombas guiadas MK-82 no convés de voo do USS Kitty Hawk, nas águas do norte do Golfo, em 28 de março de 2003

    Pedaços de bomba dos EUA são encontrados no local de ataque a ônibus no Iêmen (FOTOS)

    © AFP 2018 / LEILA GORCHEV / AFP
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    Uma bomba de queda livre MK-82, produzida pela empresa Raytheon, teria sido usada pela coalizão liderada pela Arábia Saudita para atacar um ônibus cheio de crianças no Iêmen no dia 9 de agosto, segundo jornalistas locais, após a recuperação de fragmentos do artefato explosivo no local do acidente.

    A coalizão liderada pelos sauditas atacou um ônibus escolar na área de Dahyan, na província de Saada, controlada pelos houthis, na quinta-feira passada (9) causando 51 mortos, a maioria deles crianças, e ferindo outros 79.

    Após o acontecido, assim que os corpos carbonizados foram recuperados, os moradores encontraram partes da bomba usada no ataque.

    Imagens angustiantes compartilhadas pelo jornalista Nasser Arrabyee mostram vestígios que parecem ser da bomba aérea americana MK-82, que os EUA continuam vendendo para a Arábia Saudita.

    ​Restos das bombas norte-americanas que mataram crianças do Iêmen no último massacre saudita e crime de guerra de 9 de agosto de 2018; Em Saada, ao norte do Iêmen

    Enquanto a foto dos fragmentos ainda não foi verificada, pedaços de bombas MK-82 surgiram várias vezes em meio à operação de bombardeamento do Iêmen. A MK-82 foi manchete em 2016, quando a coalizão, liderada pela Arábia Saudita, bombardeou um salão comunitário em Sanaa durante funeral do xeique Ali al-Rawishan, matando mais de 140 pessoas e ferindo outras 525.

    A venda de armas à Arábia Saudita foi repetidamente condenada por organizações de direitos humanos, que a considera um dos principais fatores contribuintes para o crescente número de mortes no país devastado pela guerra. Mais de 10.000 pessoas foram mortas em três anos de guerra, segundo estimativas da ONU, enquanto o bloqueio da Arábia Saudita continua contribuindo para a fome e para proliferação de doenças no país.

    Apesar dos repetidos apelos de ONGs e até mesmo dos legisladores dos EUA para suspender o fornecimento de armas aos sauditas em meio ao conflito em curso, em 2016 e 2017, o Pentágono concedeu às empresas Lockheed Martin e General Dynamics contratos-chave para fornecimento das bombas.

    Jornalistas iemenitas encontraram este fragmento da bomba que a Arábia Saudita deixou cair em um ônibus escolar cheio de crianças no Iêmen. É uma bomba guiada MK-82 fabricada nos EUA, que foi usada em ataques anteriores contra civis iemenitas. O código da carcaça da bomba é da Lockheed Martin

    "Talvez nunca saibamos se a munição [usada] era uma que os EUA venderam para eles", disse à Vox o major do Exército, Josh Jacques, porta-voz do Comando Central dos EUA. "Não temos muitas pessoas no local."

    No entanto, apesar da aparente venda de armas entre Washington e Riad, o Pentágono informou no início desta semana que seria impossível dizer de onde veio a bomba que aniquilou o ônibus escolar. Em 2016, os EUA aprovaram a venda de MK-82 para a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, França e Iraque, estendendo a lista de compradores com a entrada da Austrália e o Bahrein no ano seguinte.

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    fragmentos, houthis, feridos, crianças, mortes, ônibus, ataque a bomba, bomba, Lockheed Martin, Arábia Saudita, Saada, Iêmen
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