21:17 17 Agosto 2018
Ouvir Rádio
    Veículo armado na cidade de Raqqa, Síria

    Jornalista britânico diz ter descoberto canal de entrega de armas a combatentes na Síria

    © AP Photo/ Asmaa Waguih
    Oriente Médio e África
    URL curta
    11180

    Os terroristas na Síria recebiam modernas armas europeias através da Arábia Saudita, escreve a revista britânica The Independent. O jornalista assegura ter descoberto toda a cadeia de entrega.

    Em Raqqa, cidade síria libertada de terroristas, Robert Fisk, entre outros jornalistas, visitou porões que abrigavam arsenais do grupo terrorista Al-Qaeda (proibido na Rússia e em vários outros países).

    Em um dos abrigos antibombas, o jornalista encontrou um "log book", um guia de remessa de lança-minas M75 de 120 mm de padrão da OTAN, fabricados na Bósnia. No documento vazado havia a assinatura do chefe da empresa produtora, Ifet Krnjic.

    "Sim, é a minha assinatura, eu me lembro desta remessa. 500 lança-granadas é uma grande quantidade para a Europa, e enviamo-los para a Arábia Saudita", confessou Krnjic.

    "No início de 2016 seus representantes visitaram a fábrica, verificaram exemplares e nós fechamos um contrato", adicionou.

    Ele frisou que as remessas de equipamento bélico eram oficiais, nos documentos Riad era mencionado como o destino final. Além disso, de acordo com as regras, as armas só podiam ser usadas pelo país para onde eram enviadas.

    A embaixada da Arábia Saudita em Londres desmentiu a possibilidade de vazamento de armas às organizações terroristas. Enfrentando, Robert Fisk assegura ter encontrado nos armazéns de Aleppo também contêineres com mísseis antitanque produzidos nos EUA. 

    Mais:

    Mísseis de fabricação norte-americana são encontrados na Síria
    Rússia propõe aos EUA uma parceria para restauração da Síria
    Defesa aérea síria derruba drones de Israel a oeste de Damasco
    Tags:
    fornecimento, entrega, armas, investigação, Sérvia, Arábia Saudita, Raqqa, Síria
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik