22:03 24 Fevereiro 2020
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    O governo britânico disse no sábado que está profundamente preocupado com a onda de violência após as eleições no Zimbábue e com a "resposta desproporcional das forças de segurança" do país.

    O Zimbábue realizou as primeiras eleições livres desde 1987, quando Robert Mugabe liderou um golpe no país e implantou a ditadura de partido único que comandou o poder até novembro do ano passado, ocasião em que foi retirado da presidência pelo exército.

    Com 50,8% dos votos, o pleito foi vencido pelo ex-chefe de inteligência de Mugabe, Emmerson Mnangagwa, mas o resultado foi imeaditamente contestado pelo rival, Nelson Chamisa. Com a recusa da oposição em conceder a vitória a Mnangagwa, a capital Harare registrou protestos violentos que deixaram seis mortos. Chamisa acusa o partido governista de Mnangagwa, Zanu-PF, de autorizar a violência das Forças Armadas contra a população.

    "Pedimos a todas as partes que trabalhem juntas para garantir a calma", disse Harriett Baldwin, ministro britânico de Estado para a África, em um comunicado citado pela agência Reuters. "É vital que quaisquer recursos contra os resultados ou o processo sejam tratados com rapidez e imparcialidade".

    O Zimbábue era chamado anteriormente de Rodésia do Sul e permaneceu como colônia do Reino Unido de 1923 a 1980. O Estado deixou a Comunidade das Nações (conhecida como Commonweath), organização que reúne países anteriormente sob julgo da Coroa britânica, em 2003.

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    Tags:
    Reuters, Forças Armadas do Zimbábue, ZANU-PF, Comunidade das Nações, Commonweath, Harriett Baldwin, Emmerson Mnangagwa, Robert Mugabe, Nelson Chamisa, África, Reino Unido, Zimbábue
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