06:01 18 Novembro 2018
Ouvir Rádio
    Equipes médicas atendem feridos em explosão durante comício Emmerson Mnangagwa, em Bulawayono, no Zimbábue.

    Reino Unido pede calma no Zimbábue após onda de violência iniciada por eleições

    © REUTERS
    Oriente Médio e África
    URL curta
    2 0 0

    O governo britânico disse no sábado que está profundamente preocupado com a onda de violência após as eleições no Zimbábue e com a "resposta desproporcional das forças de segurança" do país.

    O Zimbábue realizou as primeiras eleições livres desde 1987, quando Robert Mugabe liderou um golpe no país e implantou a ditadura de partido único que comandou o poder até novembro do ano passado, ocasião em que foi retirado da presidência pelo exército.

    Com 50,8% dos votos, o pleito foi vencido pelo ex-chefe de inteligência de Mugabe, Emmerson Mnangagwa, mas o resultado foi imeaditamente contestado pelo rival, Nelson Chamisa. Com a recusa da oposição em conceder a vitória a Mnangagwa, a capital Harare registrou protestos violentos que deixaram seis mortos. Chamisa acusa o partido governista de Mnangagwa, Zanu-PF, de autorizar a violência das Forças Armadas contra a população.

    "Pedimos a todas as partes que trabalhem juntas para garantir a calma", disse Harriett Baldwin, ministro britânico de Estado para a África, em um comunicado citado pela agência Reuters. "É vital que quaisquer recursos contra os resultados ou o processo sejam tratados com rapidez e imparcialidade".

    O Zimbábue era chamado anteriormente de Rodésia do Sul e permaneceu como colônia do Reino Unido de 1923 a 1980. O Estado deixou a Comunidade das Nações (conhecida como Commonweath), organização que reúne países anteriormente sob julgo da Coroa britânica, em 2003.

    Mais:

    Zimbábue vai às urnas pela 1º vez após Mugabe
    EUA: renúncia de Mugabe é um 'momento histórico' para Zimbábue
    Tags:
    Reuters, Forças Armadas do Zimbábue, ZANU-PF, Comunidade das Nações, Commonweath, Harriett Baldwin, Emmerson Mnangagwa, Robert Mugabe, Nelson Chamisa, África, Reino Unido, Zimbábue
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik