07:45 09 Abril 2020
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    Os cidadãos do Zimbábue vão às urnas na segunda-feira (30) pela 1ª vez desde a saída de Robert Mugabe, em uma eleição decisiva para a mudança do status internacional do país, além da saída da crise econômica.

    A eleição terá como candidatos o atual presidente do país, Emerson Mnanguagwa, aliado de década de Mugabe, e também Nelson Chamisa, advogado e pastor. Chamisa, caso eleito, pode se tornar o presidente mais jovem da história do país.

    As pesquisas de intenção de voto dão a Mnanguagwa, que tomou o poder em um golpe em novembro do ano passado, está um pouco à frente.

    Apelidado de "o Crocodilo", um animal considerado discreto e cruel, promete reviver a economia moribunda do país, atrair investimento estrangeiro e resolver questões raciais e divisõe tribais.

    "As pessoas estão dizendo, e eu compartilho de suas visões, que algo especial está chegando ao Zimbábue", afirmou Mnanguagwa em seu comício final no estádio nacional da capital Harare.

    O presidente prometeu mudançs no país uma postura segura e em busca do desenvolvimento.

    Já Nelson Chamisa, considerado um político de carismo, tem seu eleitorado entre a juventude, principalmente os desempregados, frustrados com quase 4 décadas de governo da União Nacional Africana do Zimbábue.

    "É um grande mometno, a vitória é certa. Não há nada que possa impedir os cidadãos do Zimbábue de reclamar sua vitória", disse Chamis aos repórters neste domingo (29).

    O próprio Mugabe, que governou o país por 37 anos, desde que o Zimbábue se libertou do colonialismo inglês, em uma declarão surpreendente, afirmou que votaria em Chamisa, irritando seus antigos aliados.

    O Zimbábue sofre com sanções internacionais, e essa eleição pode realizar uma mudança da visão estrangeira sobre a nação africana.

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    Tags:
    colonialismo, África, eleições, Emerson Mnanguagwa, Nelson Chamisa, Robert Mugabe, Zimbábue
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