08:06 15 Novembro 2018
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    Mulher saudita comemora enquanto dirige seu carro pela vizinhança, em Al Khobar.

    Após decisão histórica na Arábia Saudita, aplicativo contrata motoristas mulheres

    © REUTERS / Hamad I Mohammed
    Oriente Médio e África
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    Reem Farahat esperava um pedido de corrida quando seu telefone tocou. "Eu já chorei duas vezes", disse ela enquanto ia trabalhar como uma das primeiras motoristas da Arábia Saudita no aplicativo Careem, semelhante ao Uber.

    O aplicativo de Dubai, juntamente com o Uber, reagiu ao anúncio feito em setembro pelo rei Salman sobre o fim da proibição do reino a motoristas do sexo feminino dizendo que contrataria mulheres.

    Neste domingo (24), quando o decreto do rei entrou em vigor, quase uma dúzia  mulheres sauditas já estavam prontos para dirigir no aplicativo, segundo descreve a AFP.

    "Hoje de manhã, quando entrei no carro, senti as lágrimas chegando", afirmou Reem Farahat enquanto enchia seu carro com garrafas de água gelada para seus clientes.

    "Eu liguei o carro e chorei. Eu não podia acreditar que agora dirigimos […]. É um sonho. Eu pensei que seria totalmente normal, eu simplesmente entraria no carro e partiria. Fiquei surpresa com minha própria reação", afirmou à AFP.

    Maioria dos clientes é de mulheres

    Segundo a própria empresa, 70% dos clientes da Careem na Arábia Saudita são mulheres. Esse número alto seria reflexo da proibição de mulheres motoristas, que por isso dependeriam desse tipo de serviço. Já na Uber, 80% de seus clientes no país são mulheres. A empresa espera tê-las como motorista ainda nos próximos meses.

    Na Careem, já são cerca de 2 mil mulheres inscritas para obter suas licenças de trabalho desde setembro, segundo a AFP. São todas mulheres sauditas com idades entre 20 e 50 anos.

    A maioria daquelas que foram licenciados já neste domingo (24), como Reem, tinha permissão de países estrangeiros, permitindo que elas pulassem cursos de direção e fizessem o exame final para uma licença saudita.

    Tags:
    direitos das mulheres, AFP, Uber, Careem, Reem Farahat, Dubai, Arábia Saudita
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