10:26 26 Setembro 2018
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    Veículo militar com as bandeiras da Síria e do Hezbollah

    Líbano: Hezbollah e Irã não se retirarão da Síria enquanto nela houver terroristas

    © REUTERS / Omar Sanadiki
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    As forças do Irã e do movimento Hezbollah não se retirarão da Síria até esta ser libertada do terrorismo e até a sua integridade territorial ser reestabelecida, disse à Sputnik o presidente do parlamento do Líbano, Nabih Berri.

    Berri lembrou que as forças iranianas estão na Síria a pedido do governo sírio, tal como a Força Aérea Russa.

    "[As forças não serão retiradas] até a Síria ser libertada e seu território obter integridade", declarou ele. 

    O político sublinhou também que é Washington que exige a retirada dessas forças da Síria, não obstante os próprios EUA estarem no território sírio sem a aprovação de Damasco. 

    Segundo ele, se o Hezbollah não estivesse presente na Síria, os terroristas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) já estariam no Líbano. 

    "Quanto ao Hezbollah, está no seu país porque, se o Hezbollah não estivesse presente na Síria, o Daesh já estaria aqui [no Líbano]", afirmou Berri.

    Segundo ele, a regularização política na Síria é impossível sem as negociações entre a Rússia, EUA, Turquia, Irã, Arábia Saudita, Egito e um dos países da UE.

    "Em cerca de 40% do território da Síria está ocorrendo 'uma guerra mundial', na política isso se chama de 'jogos geopolíticos' ou 'confrontação de Estados'. Acredito que, sem negociações entre a Rússia, EUA, Turquia, Irã, Arábia Saudita, Egito e pelo menos um dos países da UE, seja a França ou qualquer outro país, é impossível chegar a uma solução na Síria […] A regularização política não pode ser atingida sem um acordo entre essas partes", explicou ele.

    O conflito armado na Síria continua desde 2011. No fim de 2017, a Síria e o Iraque proclamaram a vitória sobre o grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em outros países). No entanto, em algumas regiões destes países ainda permanecem grupos jihadistas.

    Tags:
    relações bilaterais, guerra, Hezbollah, Irã, EUA, Líbano, Síria
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