12:12 25 Setembro 2018
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    Partidários do governo sírio acenam com bandeiras sírias, iranianas e russas enquanto cantam palavras de ordem contra o presidente norte-americano Trump durante manifestações em Damasco.

    Chanceler do Irã: 'Israel exagera escala da presença militar iraniana na Síria'

    © AP Photo / Hassan Ammar
    Oriente Médio e África
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    A presença militar do Irã na Síria é mal interpretada por Israel, disse o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem.

    "A presença do Irã em termos de presença militar na Síria não existe — essas são histórias contadas por Israel", disse Muallem em uma entrevista coletiva.

    O ministro esclareceu que Teerã limita seu trabalho na Síria ao envio de assessores militares que auxiliam e prestam consultoria ao Exércio sírio. "A presença iraniana é legítima, pois é baseada no pedido do governo sírio, ao contrário da presença dos Estados Unidos", destacou.

    Muallem também observou que a Síria é um Estado soberano que tem o direito de escolher independentemente seus aliados na luta contra o terrorismo.

    As relações israelenses com o Irã são tensas devido ao programa nuclear de Teerã, retórica hostil e apoio à Síria em sua luta contra grupos terroristas.

    De volta pra casa

    Na mesma entrevista, o chanceler afirmou que governo sírio fornecerá toda a assistência necessária a seus cidadãos que decidem retornar ao país do Oriente Médio, já que a situação tem melhorado.

    "Estamos buscando o retorno dos sírios para suas casas. E forneceremos toda a ajuda necessária àqueles que estão dispostos a retornar", disse em  entrevista coletiva.

    O número de refugiados sírios registrados, de acordo com os últimos dados da ONU, é de mais de 5,6 milhões.

    Os sírios têm voltado gradualmente para suas casas nos últimos anos devido à reconstrução da infraestrutura social destruída no país. No começo do dia, o Centro Russo de Reconciliação na Síria informou que quase 340 sírios retornaram às suas casas nas províncias de Homs e Damasco, no subúrbio de Ghouta Oriental, nas últimas 24 horas.

    Tags:
    Centro Russo de Reconciliação, Walid Muallem, Ghouta Oriental, Homs, Estados Unidos, Damasco, Teerã, Oriente Médio, Irã, Síria, Israel
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