09:16 20 Agosto 2018
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    Mísseis cruzam horizonte de Damasco durante ataque dos EUA e seus aliados contra a Síria, 14 de abril de 2018

    Paris: França atacará Síria de novo caso Damasco use armas químicas

    © AP Photo / Hassan Ammar
    Oriente Médio e África
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    Os EUA, o Reino Unido e a França realizaram ataques de mísseis contra a Síria no dia 14 de abril, após terem acusado Damasco de utilizar armas químicas na cidade síria de Douma.

    A França pode vir a atacar a Síria novamente, caso surjam informações sobre novo ataque com armas químicas, afirmou nesta terça-feira (8) o ministro da Defesa francês, Florence Parley, em declarações à rádio RTL. 

    "Os golpes contra a Síria visaram prevenir que [o presidente sírio] Bashar Assad repetisse tal tipo de ataques. Se isso acontecer, podemos vir a considerar a possibilidade de novos golpes", assinalou Parley.

    Os EUA, o Reino Unido e a França lançaram mais de 100 mísseis contra alvos sírios em resposta ao alegado uso de armas químicas por Damasco contra civis na cidade de Douma, em Ghouta Oriental, que teria ocorrido no dia 7 de abril. 

    Por sua vez, Damasco condenou os golpes dos países ocidentais e vem negando todas as acusações, afirmando que os ataques químicos foram encenados. 

    De acordo com o Ministério da Defesa russo, dos 103 mísseis lançados pelos EUA e seus aliados, 71 foram interceptados pela defesa antiaérea síria. Moscou apelou para que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) investigasse o alegado ataque químico. O Centro Russo para a Reconciliação reportou que seus representantes haviam visitado o local do alegado ataque e questionado médicos locais, que confessaram não terem recebido nenhum paciente com sintomas de envenenamento químico. 

    O presidente russo, Vladimir Putin, qualificou as ações dos países ocidentais como "ato de agressão contra um Estado soberano que está lutando contra terrorismo". 

    Tags:
    ataques químicos, Síria, França
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