EUA devem parar de apoiar 'extremistas' na Síria, diz ministro turco

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O ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, afirmou neste sábado (28) que os Estados Unidos devem acabar com o apoio a "grupos extremistas", especificamente as Unidades de Proteção do Povo Curdo (PKK). Cidade síria de Manbij e territórios adjacentes.

"Assim como o Daesh, essas entidades [YPG e PKK] têm que deixar o solo sírio. Estamos levantando essas questões […]. Hoje, os EUA apoiam as atividades desses grupos extremistas, e eles deveriam parar com esse tipo de apoio[…]. Em 2016, os EUA prometeram que essas organizações terroristas deixariam este território […]. O lado norte-americano deve honrar suas promessas anteriores", disse Cavusoglu em resposta a um questionamento sobre o rumo do diálogo entre a Turquia e os Estados Unidos sobre o territórios povoados pelos curdos na cidade de Manbij, na Síria..

Ele reiterou que tanto o YPG quanto o PKK eram considerados organizações terroristas por Ancara.

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"Extremistas do [YPG] controlam grandes partes — 25% — desses territórios [do Eufrates do leste], e eles mudaram a estrutura demográfica da região […]. Desconsiderando o fato de quem está no território sírio [YPG ou PKK], o controle deles sobre 25% da Síria é um grande risco. Essa organização terrorista também ameaça nossa segurança nacional — em Afrin, Manbij e outras fronteiras adjacentes", ressaltou Mevlut Cavusoglu.

Em 20 de janeiro, a Turquia e as forças da oposição do Exército Livre da Síria lançaram a Operação Ramo de Oliveira no distrito sírio de Afrin. O objetivo da operação era de "limpar" a fronteira entre a Síria e a Turquia de membros de bases do YPG e do Partido da União Democrática (PYD), que a Turquia acredita manterem ligações com o PKK.

No final de março, Ancara anunciou que o distrito estava sob total controle turco. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, também chegou a afirmar que a operação não terminaria com a captura de Afrin, esclarecendo que as regiões de Manbij e Idlib seriam os próximos alvos. Damasco disse que vê a operação como uma violação da soberania síria.

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