06:18 25 Maio 2018
Ouvir Rádio
    Israel Katz, ministro dos Transportes e Inteligência de Israel, é visto durante uma entrevista com a agência AP em 7 de março de 2017

    Fim do programa nuclear de Pyongyang pode ser útil contra o Irã, afirma ministro de Israel

    © AP Photo / Dan Balilty
    Oriente Médio e África
    URL curta
    618

    A promessa histórica desta sexta-feira dos líderes das duas Coreias de trabalhar para desnuclearizar a península deve dar ao presidente dos EUA, Donald Trump, uma mão mais forte para renegociar o tratado que restringe o programa nuclear iraniano, disse o ministro da Inteligência de Israel.

    Israel Katz, que dirige os ministérios de Inteligência e Transporte, falou em entrevista à Agência Reuters depois que o norte-coreano Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in concordaram em trabalhar para uma "completa desnuclearização" da península em uma reunião em solo sul-coreano.

    Tal desenvolvimento, caso venha a se concretizar, poderá ter um impacto maior de minimizar a ameaça de uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio, avaliou Katz.

    O acordo nuclear do Irã de 2015, ao qual o governo de Israel se opunha veementemente, corre o risco de se desfazer se Trump decidir, até 12 de maio, restaurar as sanções econômicas dos EUA contra o Irã.

    Trump chamou o acordo como o pior já negociado e ameaçou reimpor as penalidades americanas, a menos que Grã-Bretanha, França e Alemanha possam consertar suas "falhas". O acordo levantou sanções econômicas ao Irã em troca de conter seu programa nuclear.

    "Ele [Trump] terá mais poder contra o Irã agora e talvez para convencer a União Europeia a não ser o elo fraco da coalizão", afirmou Katz. "Eu acho que será muito bom se os norte-coreanos terminarem e saírem do negócio das capacidades nucleares. Também será bom para a nossa região, porque existe uma conexão".

    Katz disse que a conexão entre o Irã e a Coreia do Norte pertence à tecnologia de mísseis.

    "Sim, acho que há cooperação, já que é parte do desenvolvimento dos mísseis balísticos. E nós temos as evidências", opinou. "Temos muitas evidências", acrescentou Katz, encolhendo os ombros sem dar mais detalhes.

    Rússia, China, Alemanha, Grã-Bretanha e França, todos envolvidos no acordo com o Irã e os Estados Unidos, veem o acordo como a melhor maneira de impedir que o Irã desenvolva uma bomba nuclear.

    Durante sua visita oficial no início desta semana com Trump em Washington, o presidente francês Emmanuel Macron pediu aos EUA que não abandonassem o acordo e disse que um novo pacote de termos estava sendo preparado com a Grã-Bretanha e a Alemanha.

    A chanceler alemã Angela Merkel realizou uma visita de trabalho de um dia com Trump na sexta-feira, na qual teve o cuidado de elogiar o progresso de Trump na Coreia do Norte. "Acho que agora temos que ser muito duros com o Irã", completou Katz, que quer suceder Netanyahu como o próximo primeiro-ministro de Israel.

    Mais:

    Israel: 80 mil 'extremistas' controlados por Irã operam na Síria
    Países muçulmanos devem se unir contra 'tirania' dos EUA, diz líder do Irã
    Embaixador israelense acusa Irã de recrutar 80 mil soldados xiitas na Síria
    Tags:
    JCPOA, acordo nuclear, programa nuclear, desnuclearização, Donald Trump, Israel Katz, Coreia do Norte, Estados Unidos, Irã, Israel
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik