06:23 15 Novembro 2018
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    Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante reunião com o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, nas margens da cúpula da ASEAN em Manila

    Lavrov alerta para a possibilidade de novas provocações na Síria

    © Sputnik / Vitaly Belousov
    Oriente Médio e África
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    O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu nesta segunda-feira que a Síria poderia ser palco de novas provocações, apesar das advertências que Moscou fez aos EUA e países europeus, informou o ministério russo em um comunicado.

    "Sem dúvida, devemos nos preparar para uma repetição das provocações, apesar de nossas fortes advertências dirigidas aos nossos colegas americanos e europeus, que participaram dessa aventura", disse o chefe da diplomacia russa nos bastidores de sua visita oficial à China.

    O diplomata enfatizou que Moscou está preocupada com "os planos para o futuro que estão sendo desenvolvidos pelos colegas ocidentais".

    "Ouvi recentemente que o presidente da França, Emmanuel Macron, já convocou os EUA a não retirarem suas tropas da Síria, mesmo quando o último terrorista for eliminado ou expulso do território daquele país […] que já é sobre uma postura bastante colonialista", advertiu.

    Na véspera, Macron se disse contra uma retirada definitiva e total da Síria depois que a guerra contra os jihadistas terminar.

    Em meados de abril, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França atacaram várias instalações sírias supostamente usadas em um programa de armas químicas clandestinas.

    Segundo o Pentágono, foi uma represália pontual pelo alegado uso de agentes tóxicos na cidade síria de Douma, que Damasco e Moscou descreveram como uma "montagem".

    O Ministério da Defesa da Rússia estima que os EUA e seus aliados usaram mais de cem mísseis de cruzeiro, bombas guiadas e mísseis ar-terra no ataque à Síria, a maioria dos quais foi interceptada pela defesa antiaérea síria com sistemas russos S-125, S-200, Buk, Kvadrat, Osa e Strela.

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    Tags:
    crise síria, defesa, ataque aéreo, armas químicas, bombardeio, Emmanuel Macron, Sergei Lavrov, Douma, Estados Unidos, Síria, França, Rússia
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