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    O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, disse nesta quarta-feira (18) que o governo sírio foi responsável pelos atrasos na chegada de inspetores aos locais de um suspeito ataque com armas químicas.

    "Estamos muito conscientes da demora que o regime impôs a essa delegação, mas também estamos muito conscientes de como eles operaram no passado e selam o que fizeram usando armas químicas", disse Mattis antes do início de uma reunião com o seu homólogo do Qatar.

    "Em outras palavras, usar a pausa depois de um ataque como esse para tentar limpar as evidências antes que a equipe de investigação entre. Por isso, é lamentável que eles tenham se atrasado", acrescentou Mattis.

    Os EUA acreditam que sarin foi usado junto com gás cloro em suposto recente ataque à cidade de Douma, nos arredores de Damasco. 

    Fontes do Departamento de Estado dos EUA haviam declarado anteriormente que a equipe de inspeção da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) ainda não conseguiu entrar na cidade da Douma, na Síria, para conduzir uma investigação independente.

    O embaixador da Rússia na OPAQ, Aleksandr Shulgin, declarou na terça-feira (17) que os especialistas militares russos não encontraram "nenhuma evidência" que fundamentasse as alegações sobre o suposto ataque químico. Em vez disso, eles encontraram testemunhas locais que disseram que o vídeo que supostamente mostrava o resultado do ataque foi na verdade encenado.

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    Tags:
    ataque químico, armas químicas, Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), James Mattis, Douma, Síria, EUA
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