03:29 20 Abril 2018
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    Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, durante a cerimônia oficial de boas-vindas no âmbito da visita do presidente russo a Ancara, em 3 de abril

    Ancara: relações russo-turcas são fortes demais para ser rompidas pelo presidente francês

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    EUA e aliados efetuam ataque de mísseis contra Síria (84)
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    O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, classificou como populista a declaração do presidente francês, Emmanuel Macron, de que os ataques aéreos contra a Síria sob a liderança dos EUA dividem Moscou e Ancara.

    Em uma coletiva de imprensa com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, ressaltou que muitos aliados ocidentais fazem declarações populistas. "Esperamos dele [Macron] declarações que correspondam mais ao cargo de presidente. As nossas relações com a Federação da Rússia são tão fortes como antes. Mas não são alternativa às relações com os países ocidentais. Tal colocação da questão é incorreta".

    No entanto, o vice-primeiro-ministro turco, Bekir Bozdag, assinalou que a política da Turquia em relação à Síria é independente dos outros países, enquanto o descontentamento do Ocidente com a parceria de Ancara com a Rússia e Irã parece estar crescendo.

    Antes, Emmanuel Macron havia declarado que o ataque de mísseis contra a Síria foi "legítimo" e que todos os mísseis franceses lançados como parte do ataque conjunto contra as instalações sírias atingiram seus alvos.

    Na entrevista ao canal BFM TV, o líder francês disse: "Com estes ataques e esta intervenção, dividimos os russos e os turcos sobre o assunto…os turcos condenaram o ataque químico e apoiaram a operação que efetuamos".

    No sábado passado (14), os EUA, França e Reino Unido lançaram ataques aéreos contra a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas nos arredores de Damasco, em Douma. Recep Tayyip Erdogan saudou os ataques e classificou-os como "adequados", tendo criticado duramente o alegado ataque químico.

    Os ataques foram realizados no mesmo dia em que a missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) iniciaria a investigação do alegado uso de armas químicas em Douma, após a culpa pelo alegado incidente ter sido imediatamente atribuída a Damasco pelo Ocidente.

    Depois das acusações, o governo sírio negou categoricamente estar envolvido no suposto ataque e declarou que os ataques aéreos são uma "agressão brutal".

    Por sua vez, o presidente russo, Vladimir Putin, frisou que os ataques foram efetuados contra as normas e princípios do direito internacional.

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    Tags:
    direito internacional, relações, acusação, químicos, ataque, OTAN, OPAQ, Emmanuel Macron, Recep Tayyip Erdogan, Vladimir Putin, Mevlut Cavusoglu
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