05:23 20 Agosto 2018
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    Declarações de Trump 'mudam como previsão do tempo', diz analista

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    Trump ameaça atacar a Síria (34)
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    O presidente dos EUA Donald Trump está analisando dados da inteligência para tomar uma decisão sobre a Síria, segundo informou a Casa Branca. O especialista Vladimir Fitin opinou a respeito dessa decisão em entrevista concedida ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    Trump ainda não tomou nenhuma decisão final sobre a resposta a um suposto ataque químico na Síria em que Washington acusa as autoridades do país, declarou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

    O presidente norte-americano fez um anúncio nesta quinta-feira (12) sobre o ataque contra a Síria. Segundo ele, isso pode acontecer "muito em breve ou não tão em breve assim".

    "Eu nunca disse quando aconteceria um ataque contra a Síria. Poderia ser em breve ou não tão em breve assim! De qualquer forma, os Estados Unidos sob minha administração fizeram um ótimo trabalho quanto à libertação da região do Daesh (organização terrorista proibida em vários países, incluindo a Rússia). Então, onde está o nosso 'Obrigado, América?'", escreveu Trump em seu Twitter.

    Por sua vez, na quarta-feira (11) ele avisou através do Twitter que os mísseis que a Rússia interceptará na Síria são "bons, novos e 'inteligentes'".

    O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, revelou que o suposto ataque químico na Síria está sendo analisado, embora observasse que os militares norte-americanos estão prontos para "apresentar as opções militares para o presidente se forem apropriadas".

    Vladimir Fitin, especialista do Instituto Russo de Pesquisas Estratégicas, falou sobre as táticas do atual presidente norte-americano.

    "É possível esperar qualquer coisa. O senhor Trump já demonstrou a estrutura de seu pensamento, quando ele pode desenvolver teses completamente opostas em apenas um dia, e qual delas será realizada é uma dúvida. Ele prometeu transformar a Coreia do Norte em um deserto e se gabava do tamanho de seu 'botão nuclear' com Kim Jong-un — no final, tudo resultou em futuras negociações. Por isso, todas as suas declarações ríspidas, como podemos ver, mudam-se como a previsão do tempo na Grã-Bretanha — de neblina e sol à neve e chuva. Não há nenhuma estabilidade em sua administração: como podemos observar agora, as 'águias' ocupam cargos mais decisivos. Ao mesmo tempo, podemos contar com as mentes militares mais sóbrias que compreendem as consequências do confronto com as forças armadas russas. Espero que a razão prevaleça sem a aplicação de ações drásticas", comentou Fitin.

    O aumento de tensão em torno da Síria ocorreu no âmbito de relatórios sobre o uso de armas químicas na cidade de Douma. Os países ocidentais acusaram Damasco.

    Simultaneamente, o Centro Russo para a Reconciliação na Síria, negou qualquer informação sobre o uso de armas químicas no leste de Ghouta Oriental. Os especialistas da organização visitaram o local do suposto ataque químico e não encontraram quaisquer vestígios tóxicos. De acordo com o Centro, não há pacientes com sintomas típicos de agentes tóxicos nos hospitais locais.

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    Tags:
    ataque químico, declaração, mísseis, ameaça, Centro Russo para a Reconciliação Síria, Casa Branca, James Mattis, Donald Trump, Ghouta Oriental, Douma, Síria, EUA, Washington, Rússia
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