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    Jato F-15 da Força Aérea Israelense decola na base aérea de Ovda durante exercício Bandeira Azul, Israel, 8 de novembro de 2017

    Irã atacará Israel ou mostrará moderação?

    © AFP 2018 / JACK GUEZ
    Oriente Médio e África
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    Ataque à base aérea síria (17)
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    Na madrugada desta segunda-feira (9), os caças F-15 da Força Aérea israelense atacaram a base síria T-4 a partir do espaço aéreo do Líbano.

    De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, as tropas de defesa aérea da Síria derrubaram cinco de oito mísseis. Três mísseis alcançaram a parte ocidental do aeródromo, resultando na morte de 14 pessoas, dos quais 7 eram militares iranianos. 

    O Ministério das Relações Exteriores do Irã chamou as ações de Israel de "agressão e violação de soberania e integridade territorial da Síria, que contraria todas as leis e regulações internacionais".

    O ex-correspondente militar na Síria e no Iraque, Hassan Shemshadi, contou à Sputnik Persa sobre as possíveis ações do Irã em relação a Israel.

    "Israel resolveu aproveitar a atual situação de tensão. Por um lado, a vitória do exército sírio sobre os terroristas em Ghouta Oriental, por outro, o escândalo no Conselho de Segurança da ONU em decorrência do ataque químico em Douma e possível intervenção militar dos Estados Unidos e seus aliados, Grã-Bretanha e França. A Força Aérea israelense violou o espaço aéreo da Síria. Desta vez, o ataque não foi direto, mas através do território da terceira parte — o Líbano. Os israelenses seguiram vários objetivos ao atacarem o aeródromo T-4. Um deles é a vingança pelo caça F-16 abatido em fevereiro deste ano. Essa foi a primeira vez quando o sistema de mísseis antiaéreos da Síria foi capaz de causar sérios danos aos caças israelenses", disse Shemshadi.

    Ainda de acordo com ele, o segundo objetivo era convencer o público no envolvimento do aeródromo no ataque com armas químicas na cidade síria de Douma. 

    "O Irã sofreu perdas neste ataque: morreram nossos conselheiros militares que ajudaram o exército e o povo da Síria. No momento, ainda é difícil dizer se os israelenses sabiam que nossos militares estavam no aeródromo e que eles seriam os únicos alvos deste ataque. Não podemos descartar esta versão […] Obviamente, Israel é o aliado-chave dos EUA e o ataque do T-4 não foi apenas sua ideia", comentou o ex-correspondente militar.         

    Ele também acrescentou que a defesa aérea libanesa por algum motivo permaneceu em silêncio e permitiu que os caças israelenses entrassem em seu espaço aéreo. Segundo Shemshadi, apesar do apoio do Hezbollah, nem todos os assuntos militares e estratégicos podem ser resolvidos por essa organização no Líbano. 

    "Visto que o sistema de defesa antiaérea da Síria encontra-se em constante prontidão de combate, Israel resolveu usar o espaço aéreo libanês. Inquestionavelmente, conforme o direito internacional, tais ações violam a soberania e a integralidade territorial tanto do Líbano como da Síria. Esta ação ilegal de Israel está sendo discutida pelo Conselho de Segurança da ONU. Certamente, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França não votarão contra Israel: eles sempre fecham os olhos às suas ações criminosas", frisou.

    Avaliando a posição do Irã, o analista observou que o sangue dos iranianos não permanecerá impune. No ano passado, o Irã se vingou dos terroristas do Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países) pelo ataque cometido contra o Parlamento do país e o Mausoléu de Khomeini. Duas semanas depois, ele atacou com mísseis os militantes do Daesh na Síria, matando os terroristas e destruindo seu artesanal de armas. 

    De acordo com Shemshadi, o Irã não deixará esse ataque sem resposta e Israel deve "ficar atento e ligar o cronômetro para contagem regressiva até a resposta resoluta iraniana".

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    exército, vingança, morte, base aérea, resposta, mísseis, ataque, F-16, F-15, Hezbollah, Força Aérea de Israel, Ministério da Defesa (Rússia), Conselho de Segurança da ONU, Iraque, Ghouta Oriental, Líbano, Douma, Grã-Bretanha, França, EUA, Israel, Síria
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