04:59 17 Fevereiro 2019
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    Vladimir Shamanov

    General russo garante: Rússia pode responder militarmente se EUA atacarem a Síria

    Sergey Subbotin
    Oriente Médio e África
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    O chefe do Comitê de Defesa da Duma (Parlamento russo) e ex-comandante das tropas aerotransportadas russas disse que Moscou tomará todas as medidas, incluindo as militares, em resposta a um possível ataque dos EUA às forças do governo na Síria.

    "A política de duplo padrão ultrapassou todos os limites possíveis. Neste momento, o partido [Rússia pró-Putin] Rússia Unida deve declarar responsavelmente que vamos tomar todas as medidas políticas e diplomáticas, e também medidas militares se tal necessidade surgir", disse Vladimir Shamanov nesta terça-feira antes da plenária da Duma.

    Durante a sessão, o militar acrescentou: "Nenhuma ação ilegal será deixada sem resposta".

    O general russo observou que os americanos "não devem ter esperança em seus grupos da Marinha e em suas falsificações". "Somos um país soberano, temos aliados e garantidores dos eventos que estão ocorrendo na Síria", disse ele.

    Shamanov estava reagindo a uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, quando se encontrou com autoridades militares e de segurança na segunda-feira. Trump afirmou que uma "decisão importante" sobre a Síria seria tomada dentro de 24 a 48 horas.

    "Se são os russos, se é a Síria, se é o Irã, se são todos juntos, vamos descobrir", afirmou Trump. "Nós temos muitas opções militares, e nós o informaremos em breve".

    Os governos sírio e russo negaram qualquer envolvimento no suposto ataque químico contra a cidade síria de Douma, controlada pelos rebeldes. O líder sírio Bashar Assad disse na terça-feira que seu governo havia convidado uma missão de uma agência internacional de defesa de armas químicas para ir até Douma e investigar o suposto ataque.

    A Rússia propôs a criação de um mecanismo de investigação independente em relação ao incidente, prometendo, juntamente com o Exército sírio, garantir o pronto acesso de especialistas à área.

    O enviado da Rússia para a ONU, Vassily Nebenzia, enfatizou em seu discurso que Moscou está pronta para servir como garantia de segurança para especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que inspecionariam o local do suposto ataque. A opção acabou rechaçada.

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    ataque aéreo, defesa, crise síria, rebeldes, ataque químico, armas químicas, ONU, Duma, Vassily Nebenzia, Donald Trump, Bashar Assad, Vladimir Shamanov, Douma, Síria, Estados Unidos, Rússia