19:55 23 Outubro 2018
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    Presidente dos EUA, Donald Trump, em 5 de abril de 2018

    Trump promete que culpados 'pagarão caro' pelo ataque químico na Síria

    © AFP 2018 / Nicholas Kamm
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    O presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu em seu Twitter que a área do alegado ataque está cercada pelo exército sírio, apelou ao seu desbloqueio imediato e atribuiu a responsabilidade pelo acontecido à Rússia e ao Irã.

    "Muitos mortos, inclusive mulheres e crianças, em um ataque QUÍMICO insensato na Síria. A área das atrocidades está bloqueada e cercada pelo exército sírio, o que a torna completamente inacessível ao mundo exterior. O presidente Putin e o Irã são responsáveis por apoiar o animal Assad. Um grande preço a ser pago. Abram a área imediatamente para ajuda médica e verificação. Outro desastre humanitário que aconteceu por razão nenhuma. QUE DOENTIO!", escreveu o líder estadunidense na sua página.

    Além disso, Trump não perdeu a oportunidade por culpar seu antecessor, Barack Obama, pela situação atual na Síria, afirmando que caso ele tivesse atravessado a sua linha vermelha na época, o "desastre sírio teria terminado há muito" e o "animal Assad já faria parte do passado".

    Ao falar da linha vermelha, o atual chefe de Estado norte-americano provavelmente estaria falando do ataque maciço contra a Síria, em 2013, que Barack Obama prometeu efetuar caso as armas químicas fossem usadas no território deste país.

    Mais cedo, um representante do Departamento de Estado dos EUA disse à Sputnik que Washington está acompanhando a situação do alegado uso de armas químicas na cidade síria de Douma, onde poderiam ter morrido 40 pessoas.

    O alto responsável oficial respondeu à pergunta se o mundo deve estar esperando novo ataque aéreo dos EUA, como aconteceu na base aérea de Shayrat no ano passado quando 59 mísseis Tomahawk foram lançados contra a respectiva instalação pelos militares estadunidenses.

    "Não descartaria nada. São fotos terríveis. Estamos analisando o ataque. Ontem, o Departamento de Estado emitiu um comunicado. Os membros mais destacados da equipe do presidente para a segurança nacional têm estado discutindo isso com ele e uns com os outros durante toda a noite e toda a manhã", disse.

    O Centro Russo para Reconciliação na Síria, por sua vez, refutou os relatos sobre o alegado ataque com cloro em Douma, frisando que está pronto para enviar especialistas neste campo para recolherem os dados necessários e, na sequência, "reconhecerem que as declarações não passam de uma fabricação".

    A chancelaria russa realçou que o objetivo de tais provocações é defender os terroristas, impedindo sua saída, e justificar possíveis ações militares contra o território sírio.

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    Tags:
    armas químicas, ataque químico, Departamento de Estado dos EUA, Casa Branca, Bashar Assad, Donald Trump, Rússia, EUA, Síria
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