01:36 21 Outubro 2018
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    Pessoas marcham contra plano do governo israelense de deportar migrantes africanos, Tel Aviv, 24 de março de 2018

    Israel cancela acordo com ONU para deportar refugiados africanos um dia após aprovação

    © REUTERS / Corinna Kern
    Oriente Médio e África
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    O acordo entre a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Israel foi fechado nesta segunda-feira (2) para deportar milhares de refugiados da África. Depois de algumas horas, o líder israelense afirmou ter suspendido a iniciativa.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (3) que pretende cancelar o acordo com a ONU para deslocar migrantes africanos.

    "Eu tinha ouvido atentamente a vários comentários sobre o acordo. Como resultado, e após eu ter novamente avaliado todas as vantagens e desvantagens, resolvi cancelar a declaração", afirmou Netanyahu em seu comunicado.

    O comunicado foi divulgado um dia após Israel e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) terem fechado o acordo sobre deportação de aproximadamente 16 mil migrantes africanos para países europeus. Além disso, as autoridades de Israel estavam prontas para legalizar a permanência de um número similar de migrantes africanos com uma distribuição uniforme em todo o país e presta-lhes ajuda com empregos.

    As autoridades israelenses estimam que cerca de 27 mil pessoas da Eritreia, 2,5 mil do Sudão e 2,5 mil de outros países africanos se encontram no território de Israel no momento, uma vez que muitos deles não possuem autorização oficial para permanecer no país.

    O acordo com a ONU visava substituir o projeto inicial da deportação forçada dos migrantes africanos a Ruanda que, segundo explicou Netanyahu, recusou a aceitá-los.

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    Tags:
    migrantes, deportação, ONU, Benjamin Netanyahu, África, Israel
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