18:28 22 Outubro 2020
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    Um militante do grupo terrorista Faylaq al-Rahman (proibido na Rússia), que opera em Ghouta Oriental, uniu-se ao exército sírio, quando este começou a libertar a região.

    Em entrevista à Sputnik Árabe, ex-militante falou sobre condições horríveis em que vivem membros do grupo.

    "Líderes do grupo Faylaq al-Rahman nos humilhavam muito, deixavam-nos com fome. Eles nos forçavam a combater do lado deles, caso contrário privavam-nos de comida e água. Nós estávamos na mesma posição oprimida que o restante dos habitantes de Ghouta Oriental", desabafou o ex-militante.

    O interlocutor da Sputnik disse que ele e outros militantes passaram para o lado das forças sírias quando estas entraram na região, combatendo agora ao seu lado.

    "Lado a lado com soldados sírios, estou combatendo pela libertação de Ghouta Oriental e todo o território sírio da ocupação terrorista. Os terroristas forçavam centenas de pessoas, tais como eu, a combater em suas fileiras", comentou.

    O sírio acrescentou que os líderes do grupo recebiam ordens do exterior, inclusive as de matar com fome e torturar os civis.

    "As ordens eram cumpridas sem exceções, era impossível enganar [os comandantes]".

    Ghouta Oriental foi ocupada por grupos armados ilegais em 2012, sendo considerada a última fortaleza rebelde localizada nos arredores de Damasco.

    Atualmente, a região tem dois corredores humanitários funcionando para garantir a saída de civis e militantes. De acordo com o Ministério da Defesa russo, mais de 128 mil pessoas deixaram Ghouta Oriental, incluindo 9,6 mil terroristas e suas famílias, desde a abertura dos corredores humanitários.

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    Tags:
    combate ao terrorismo, Faylaq al-Rahman, Ghouta Oriental, Síria
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