19:14 23 Outubro 2018
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    Militares norte-americanos no Afeganistão

    Sputnik 'semeando caos no Afeganistão' ou mão de Washington já atinge Ásia?

    CC BY 2.0 / The U.S. Army / flickr_cover_photo
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    Matérias e ponto de vista alternativo da Sputnik há muito tempo preocupam o governo dos EUA. O Ocidente regularmente acusa a agência de divulgar notícias falsas e informações a favor do Kremlin. No entanto, desta vez, uma onda de acusações veio da Ásia.

    Recentemente, os portais afegãos, Caravanserai e Salaam Times, financiados diretamente pelo Comando Central dos Estados Unidos (USCENTCOM), publicaram um artigo acusando a Sputnik de espalhar notícias falsas e de semear caos no Afeganistão.

    Os portais citaram como argumento um print de um artigo da Sputnik Dari (Afeganistão) — o vídeo chamado "Alma saindo de paciente em hospital chinês". Os autores sublinham que com tais "materiais falsos" a Sputnik "atrai atenção de leitores crédulos".

    Vale destacar que a publicação, citada pelos portais afegãos, trata-se de um vídeo viral que foi divulgado nas redes, sendo ele de domínio público e não um material exclusivo da Sputnik, onde "são deturpados" alguns fatos e "representados interesses do Kremlin".

    Além disso, Caravanserai e Salaam Times argumentaram suas acusações contra a Sputnik com palavras de altos funcionários, em particular do representante oficial do Ministério da Cultura afegão, Mohamad Sabir Momand.

    Segundo a matéria, Momand supostamente disse em entrevista ao Salaam Times o seguinte: "Muitas matérias, publicadas pela agência Sputnik, não correspondem à realidade e estão cheias de exageros. Tais mídias visam apenas semear caos na sociedade. O Ministério de Informação e Cultura [afegão] planeja publicar informações sobre ameaça potencial de tais agências."

    No entanto, os autores do artigo simplesmente tiraram as palavras de Momand do contexto, atribuindo ao representante o que ele não havia dito. Desta maneira, os próprios Caravanserai e Salaam Times acabaram divulgando informações falsas e infundadas, denegrindo o nome de altos funcionários afegãos.

    Em entrevista à Sputnik Dari, o representante do Ministério da Cultura afegão Momand descartou a declaração, publicada pelos portais.

    "Nunca e a ninguém fiz tais declarações [quanto à Sputnik] […] Vamos impedir atividades de agências deste tipo tanto no interior como fora do país, cujas publicações violam normas e legislação, bem como a Constituição do Afeganistão", disse Momand, expressando prontidão de prestar informação fidedigna a colegas.

    A agência Sputnik, assim como o canal RT, tem sido alvo de forte pressão na Europa e nos Estados Unidos. Em novembro de 2017, o Departamento de Justiça norte-americano incluiu o canal de televisão RT America e a empresa parceira da Sputnik — Reston Translator, que transmitia programas da Sputnik nos EUA, na lista de agentes estrangeiros. Em fevereiro passado, o mesmo aconteceu com outra empresa norte-americana, RIA Global LLC, que se dedica à produção de conteúdos para a agência internacional de notícias e rádio Sputnik.

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    críticas, propaganda, mídia, RT, Sputnik, Ásia, Ocidente, Rússia, Afeganistão, EUA
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