19:43 23 Outubro 2018
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    Nobre Santuário ou Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém

    Ancara: abertura de embaixada americana em Jerusalém mina a paz

    © REUTERS / Eliana Aponte/File Photo
    Oriente Médio e África
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    Neste sábado (24), o Ministério do Exterior da Turquia qualificou como preocupante o anúncio de que os EUA planejam abrir a sua embaixada em Jerusalém em 14 de maio, por ocasião do 70º aniversário do Estado de Israel.

    Para o ministério turco, este anúncio mostra que os EUA "insistem em destruir a base da paz, violando as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre Jerusalém".

    Uma declaração publicada no site da chancelaria qualifica a decisão como "preocupante", a qual "infelizmente revela que os EUA não ouviram as vozes da comunidade internacional refletidas na resolução da reunião extraordinária da Organização para a Cooperação Islâmica em Istambul e a consequente resolução da Assembleia Geral da ONU".

    No início de dezembro passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a decisão de transferir a embaixada estadunidense em Israel de Tel Aviv para Jerusalém e reconhecer a cidade antiga como capital israelense.

    A decisão do presidente dos EUA foi condenada pela maioria dos países muçulmanos, onde eclodiram manifestações populares e geraram críticas de outros Estados e instituições internacionais, preocupadas com as perspectivas da paz no Oriente Médio.

    Assim, protestos maciços na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém provocaram pelo menos 1.100 feridos, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.

    A Assembleia Geral da ONU, por sua vez, aprovou por grande maioria uma resolução que declarou nula a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e apelou a todos os países para se absterem de estabelecer missões diplomáticas nessa cidade.

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    Tags:
    diplomacia, embaixada, ONU, Donald Trump, EUA, Turquia, Israel, Jerusalém
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