15:22 18 Agosto 2018
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    Soldado do exército sírio (foto de arquivo)

    Milícia curda confirma entrada bem-sucedida das tropas sírias em Afrin

    © Sputnik / Ilia Pitalev
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    Um grupo das Forças Armadas sírias entrou em Afrin apesar dos ataques da artilharia turca, afirmou à Sputnik o porta-voz das Unidades de Proteção Popular (YPG), Reizan Hedu.

    No dia 20 de fevereiro, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as milícias sírias abandonaram Afrin devido a ataques da artilharia turca.

    "Nós mantemos contato com o exército sírio, com o governo, com as autoridades de Afrin e com as YPG. As forças, enviadas [a Afrin], estão operando por ordem do governo sírio […] Hoje, Erdogan se mostrou ser um guarda de trânsito ruim ao afirmar que havia parado a locomoção das forças sírias que estavam avançando em direção a Afrin. Estas afirmações não correspondem à verdade, as forças [da Síria] já estão em Afrin", assinalou Hedu.

    O interlocutor da agência frisou que no posto de controle das forças curdas em Afrin, vários jornalistas foram atacados por fogo de artilharia durante transmissão do avanço das forças nacionais sírias em direção à cidade.

    "O presidente, o governo e a mídia turca declararam […] que somos xiitas. Nós, na Síria, temos orgulho da nossa diversidade confessional e nacional. Há 32 dias estamos repelindo a agressão turca que, militarmente falando, não tem êxitos. Eles até que conseguiram avançar um pouco, mas em geral, essa operação militar não é bem-sucedida", acrescentou Hedu.

    Anteriormente, várias mídias comunicaram que os curdos sírios concordaram com Damasco sobre a entrada das tropas governamentais sírias em Afrin. Ancara desmentiu estas informações, qualificando-as como notícias falsas. Enquanto isso, Erdogan declarou que as tropas turcas estariam prontas para cercar a cidade "nos próximos dias".

    Em 20 de janeiro, a Turquia iniciou em Afrin a operação militar Ramo de Oliveira, tendo como objetivo eliminar forças das YPG, alegadamente relacionadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que Ancara considera como grupo terrorista. Damasco condenou firmemente a operação militar turca, qualificando-a como violação da soberania do país.

    Por sua vez, Damasco condenou fortemente as ações da Turquia em Afrin, afirmando que o território é parte inseparável da Síria.

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