20:42 19 Fevereiro 2018
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    This file photo taken on February 16, 2016 shows Uganda's president Yoweri Museveni addressing supporters during a rally of the ruling National Resistance Movement (NRM) party at Kololo Airstrip in Kampala

    Uganda acusa a ONU de 'preservar terrorismo' na República Democrática do Congo

    © AFP 2018/ Isaac Kasamani
    Oriente Médio e África
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    O presidente Yoweri Museveni divulgou uma declaração afirmando que "as Nações Unidas são responsáveis pela preservação do terrorismo na República Democrática do Congo (RDC)".

    A breve declaração não elaborou o que Museveni quis dizer. A ONU não respondeu à crítica.

    Investigadores da ONU estavam em Uganda para apurar as circunstâncias de um ataque de islâmicos das Forças Democráticas Aliadas (ADF) às forças da ONU e República Democrática do Congona na região fronteiriça de Kivu,. Quinze pacificadores da ONU e cinco tropas congolesas foram mortos, juntamente com um número desconhecido de combatentes do ADF.

    O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, descreveu o ataque às forças da paz como o pior da história recente.

    Após a batalha, Uganda lançou sua própria ofensiva contra o ADF, destruindo seus acampamentos no Congo com ataques aéreos e artilharia. Museveni provou-se empenhado em manter A ADF no lado de lá da fronteira com a RDC, uma vez que a região mais ocidental de Uganda é rica em petróleo.

    No sábado, o exército da República Democrática do Congo também lançou sua própria ofensiva contra o ADF. "Desde esta manhã, lançamos uma ofensiva geral contra o fenômeno do ADF", disse o general Marcel Mbangu, comandante encarregado da província do Kivu do Norte do Congo, durante uma conferência de imprensa.

    "Isto é, para nós, a ofensiva final. Vamos combatê-los até o fim, até que possamos garantir o nosso território".

    Na segunda-feira, o ADF lançou um ataque surpresa contra a força expedicionária da RDC, matando três soldados, mas as forças de Kinshasa derrubaram os rebeldes.

    O ADF é um grupo rebelde islâmico que foi fundado por muçulmanos ugandenses para combater o governo secular de Museveni. Depois de vários anos de declínio, o grupo foi impedido até 2013, quando se uniu com grupos militantes semelhantes. Eles foram acusados de matar mais de 700 pessoas, além de perpetrar um massacre na cidade de Beni em agosto de 2016 que matou pelo menos 64.

    Em 2010, a ONU fundou a Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO), uma força de manutenção da paz destinada a resolver as numerosas disputas territoriais e tribais que continuam a prejudicar o segundo país africano.

    A MONUSCO é a maior força de paz da ONU, com uma força de combate de 18.300 homens —, mas eles se mostraram ineficazes de acabar com a violência do ADF. Na quinta-feira, a ONU pediu US $ 1,5 bilhão em fundos adicionais para missões humanitárias na RDC para prevenir a fome em massa.

    Tags:
    Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas na República Democrática do Congo, MONUSCO, Forças Democráticas Aliadas, ONU, Marcel Mbangu, Yoweri Museveni, Antonio Guterres, Kivu do Norte, Uganda, Kinshasa, República Democrática do Congo, África
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