21:39 13 Outubro 2019
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    Bandeira israelense perto de assentamentos judaicos na Cisjordânia

    EUA negam pedido de embaixador para alterar status de 'terra ocupada' da Cisjordânia

    © AP Photo / Bernat Armangue
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    O Departamento de Estado rejeitou a proposta expressada pelo embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, para deixar de usar a palavra "ocupação" ao referir-se à Cisjordânia, informou o canal israelense Kan.

    Respondendo a reportagens publicadas ao longo do dia, um funcionário do Departamento de Estado dos EUA disse que não houve mudanças na política dos EUA em relação à Cisjordânia, acrescentando que a decisão final sobre a terminologia cabe a Donald Trump.

    Friedman, um judeu ortodoxo sem formação diplomática e ex-advogado de Trump, tornou-se o principal assessor do presidente durante sua campanha presidencial. Quando escolhido para o posto, ele foi considerado um candidato controverso devido a declarações inflamadas sobre temas sensíveis relativos ao conflito com a Palestina. Em setembro, Friedman classificou o controle de Israel sobre os territórios palestinos de "suposta ocupação", acrescentando que Tel-Aviv ocupou apenas 2% da Cisjordânia e que os assentamentos ilegais eram parte do estado judeu.

    Mais cedo, o jornal Haaretz informou que o gabinete de Israel aprovou um financiamento de cerca de 40 milhões de shekel (R$ 36 milhões) para os assentamentos na Cisjordânia. A agência de notícias palestina Ma'an já tinha denunciado nessa terça (26) a construção de 15 novas unidades residenciais e estradas novas na região, enquanto outras terras agrícolas estavam sendo invadidas para preparar um canteiro de obras.

    A delicada situação de Jerusalém

    No começo deste mês, Donald Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, provocando reações internacionais e levando o grupo palestino Hamas a declarar uma terceira intifada. A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou resolução condenando a decisão por esmagadores 128 votos favoráveis contra 9 contrários e 35 abstenções.

    Israel conquistou Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias em 1967. A comunidade internacional não reconhece a anexação da parte oriental da cidade, um local sagrado para três religiões, e acredita que seu status deve ser determinado com base em um acordo com os palestinos que tentam criar seu próprio Estado em territórios ocupados pelos israelenses.

    Tags:
    Assembleia Geral das Nações Unidas, Guerra dos Seis Dias, Haaretz, Ma'an, Hamas, Nações Unidas, David Friedman, Donald Trump, Tel-Aviv, Estados Unidos, Cisjordânia, Palestina, Jerusalém, Israel
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