22:58 22 Abril 2018
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    Manifestantes com bandeiras turcas e palestinas protestando contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, em Istambul, Turquia, 10 de dezembro de 2017

    Palestina chama decisão da Guatemala em mover embaixada de 'ato vergonhoso e ilegal'

    © REUTERS / Osman Orsal
    Oriente Médio e África
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    O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou a decisão de mudar a embaixada do país em Israel para a disputada cidade de Jerusalém, seguindo a decisão similar dos EUA.

    A Palestina criticou a decisão da Guatemala classificando-a como um "ato vergonhoso e ilegal que vai totalmente contra os desejos dos líderes da igreja" na Cidade Santa, bem como a resolução da Assembleia Geral da ONU.

    Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou o movimento durante uma reunião semanal de seu partido Likud no Parlamento.

    "Deus te abençoe, meu amigo, o presidente Jimmy Morales, Deus abençoe nossos dois países, Israel e Guatemala", disse Netanyahu, comentando o anúncio do presidente guatemalteco Jimmy Morales sobre o movimento da embaixada em Jerusalém.

    A Guatemala, bem como a vizinha Honduras, foram 2 dos 9 países que votaram contra a última resolução da ONU, rejeitando a decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital israelita e exigindo que todos os Estados a não reconhecerem ações ou medidas que contradizem a resoluções relevantes do órgão da ONU.

    A resolução provocou uma dura resposta do lado israelense, que se recusou a aceitá-la, com Netanyahu insistindo que Jerusalém "sempre foi, sempre será" a capital do país e observando que muitos países apoiaram o estado judeu.

    O voto foi levado a cabo na sequência da decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, em 6 de dezembro, de mudar sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo assim o direito de Israel à área em disputa como legal, apesar da indignação em massa pelo mundo árabe, provocando uma escalada do conflito israelo-palestino, com o Hamas anunciando o início da terceira "intifada".

    No entanto, comentando a decisão da Guatemala com a Rádio do Exército, o embaixador de Israel, Matty Cohen, afirmou que nenhuma data oficial para a mudança da embaixada havia sido marcada ainda. O plano deve ser levado a cabo ao prazo de cerca de dois anos.

    Durante a votação pela Assembleia Geral da ONU, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou que Washington, o maior colaborador do organismo internacional, lembraria o dia da votaçã ameaçou reter ajuda norte-americana aos países que votaram a favor.

    Histórico

    Antes de 1980, quando o Parlamento israelense aprovou a Lei de Jerusalém, proclamando toda a cidade como a capital indivisível de Israel, a Guatemala, bem como a Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Haiti, Holanda, Panamá, a Venezuela e o Uruguai tiveram sua embaixada na cidade em disputa.

    Após a adoção da lei controversa, o Conselho de Segurança da ONU emitiu uma resolução pedindo aos países que mudem todas as suas embaixadas para Tel Aviv.

    Tags:
    Rádio do Exército, Assembleia Geral da ONU, Hamas, Conselho de Segurança da ONU, Matty Cohen, Nikki Haley, Jimmy Morales, Donald Trump, Benjamin Netanyahu, Cidade Santa, El Salvador, Guatemala, República Dominicana, Tel Aviv, Honduras, Holanda, Chile, Palestina, Colômbia, Bolívia, Haiti, Uruguai, Venezuela, Panamá, Jerusalém, Israel, Equador, Costa Rica
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