17:04 23 Outubro 2018
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    Cúpula da Mesquita Al-Aqsa na Cidade Velha, vista de uma porta em forma da Estrela de Davi, Jerusalém

    Igreja Ortodoxa Russa: Jerusalém deve continuar sendo centro espiritual de três religiões

    © AP Photo/ Ariel Schalit
    Oriente Médio e África
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    Jerusalém deve continuar sendo um centro espiritual de três religiões principais, afirmou no sábado o Departamento de Relações Exteriores da Igreja do Patriarcado de Moscou.

    O metropolita Hilarion de Volokolamsk, presidente do Departamento do Patriarcado de Moscou para Relações Externas da Igreja, disse no sábado que Jerusalém deve continuar a ser um centro espiritual de três grandes religiões — cristianismo, islamismo e judaísmo.

    "Não devemos esquecer que Jerusalém é uma cidade santa para as três religiões do mundo: não só para o judaísmo, mas também para o cristianismo e o Islã. Hoje, em Jerusalém, cristãos, muçulmanos e judeus vivem juntos em paz, cada grupo [sectário] tem seus próprios lugares, imobilidade e sítios sagrados. E é muito importante que Jerusalém permaneça como tal centro espiritual e religioso, no qual representantes de três religiões monoteístas poderiam viver juntos em paz e concordar ", disse Hilarion à emissora Rossiya 24.

    O clérigo também criticou a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, desde o ponto de vista de que o passo poderia desestabilizar significativamente a situação.

    No dia 6 de dezembro, Trump anunciou sua decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e ordenou ao Departamento de Estado dos EUA que mudasse a embaixada de Tel Aviv. A decisão causou críticas de muitos países ao redor do mundo, em especial no Oriente Médio, provocando protestos em massa em vários países, inclusive no próprio Israel.

    Israel conquistou a Jerusalém Oriental, controlada pela Jordânia, durante a Guerra dos Seis Dias de 1967. Em 1980, o Parlamento israelense aprovou a Lei de Jerusalém proclamando a capital em toda a cidade. A comunidade internacional não reconhece a anexação e acredita que o status de Jerusalém deve ser acordado com os palestinos, que reivindicam sua parte oriental como a capital do seu futuro estado.

    Tags:
    Lei de Jerusalém, Guerra dos Seis Dias, Departamento de Estado dos EUA, Igreja Ortodoxa, Departamento do Patriarcado de Moscou para Relações Externas da Igreja Ortodoxa, Rossiya 24, Donald Trump, Hilarion Hilarion de Volokolamsk, Oriente Médio, Palestina, Israel, Estados Unidos, Tel Aviv, Jordânia, Jerusalém Oriental, Jerusalém
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