17:31 22 Setembro 2018
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    Bandeiras de Israel e China em Pequim (foto de arquivo)

    EUA e Israel sozinhos: China apoia Jerusalém Oriental como capital da Palestina

    © AFP 2018 / MARK RALSTON
    Oriente Médio e África
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    A aventura da capital de Israel (89)
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    A China expressou o seu apoio ao estabelecimento de um Estado palestino independente, baseado nas fronteiras anteriores a 1967, com a capital ficando em Jerusalém Oriental.

    Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês fez a declaração durante uma conferência de imprensa regular, na última quinta-feira, enquanto abordava questões sobre uma declaração de nações muçulmanas afirmando Jerusalém Oriental como a capital da Palestina.

    A Organização de Cooperação Islâmica (OIC) fez o anúncio em uma cúpula em Istambul, na quarta-feira, e condenou a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

    "A China entende a preocupação dos países islâmicos sobre o status de Jerusalém", disse o porta-voz Lu Kang, de acordo com a mídia estatal da Xinhua, acrescentando que está pedindo uma "resolução da questão de acordo com as resoluções relevantes da ONU e o consenso internacional".

    As Nações Unidas consideram Jerusalém Oriental como território palestino ocupado, mas espera que um dia Jerusalém possa se tornar a capital de dois Estados, Israel e Palestina. Na semana passada, a ONU confirmou que sua posição permanece inalterada à luz do anúncio de Donald Trump de que os Estados Unidos reconheceriam Jerusalém como a capital de Israel e levariam sua embaixada para lá a partir de Tel Aviv.

    A China também pediu a retomada do diálogo entre Israel e a Palestina, de modo que uma solução abrangente e justa para a questão palestina poderia ser encontrada.

    Geng Shuang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, expressou preocupações na semana passada de que a declaração de Trump provocaria uma escalada de tensões.

    O conflito também pode afetar os valiosos programas de investimento do país em Israel. A China é agora o terceiro maior parceiro comercial de Israel depois dos EUA e da União Europeia, e seu segundo maior destino de exportação.

    Em agosto, a China revelou uma proposta destinada a pôr fim ao conflito entre Israel e a Palestina. Ambas as regiões são consideradas "parceiros importantes" na iniciativa chinesa 'One Belt, One Road' (Um cinturão, uma rota, em tradução livre) — um enorme esforço para construir links comerciais e de infraestrutura em toda a Eurásia.

    O presidente chinês Xi Jinping disse à Liga Árabe em 2016 que a China apoia Jerusalém Oriental como a capital de um Estado palestino soberano. Ele também anunciou uma doação de US$ 7,6 milhões para um projeto de energia solar para melhorar o bem-estar dos palestinos.

    A decisão da China ocorre quando o Líbano anunciou que pretende mover sua embaixada para "ocupar" Jerusalém Oriental.

    O ministro libanês de Relações Exteriores, Gebran Bassil, levou ao Twitter para dizer que pediu ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, que "trocasse" a terra entre o Líbano e a Autoridade Palestina para esta proposta de embaixada.

    No entanto, é improvável que o anúncio conduza a uma ação concreta. O Estado de Israel e seus funcionários não são reconhecidos pelo Líbano e nenhum contato oficial é mantido. Portanto, não está claro como as autoridades libanesas poderiam construir em Jerusalém Oriental sem a aprovação israelense.

    Tema:
    A aventura da capital de Israel (89)

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    Tags:
    relações bilaterais, política, diplomacia, Organização de Cooperação Islâmica (OIC), Gebran Bassil, Geng Shuang, Lu Kang, Estados Unidos, Palestina, Jerusalém, Israel, China
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