09:55 16 Janeiro 2018
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    Presidente russo Vladimir Putin na base aérea russa de Hmeymim, na Síria, 11 de dezembro

    Visita de Putin à Síria é 'um choque para o Ocidente'

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    Aviação russa deixa a Síria (8)
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    A visita do presidente russo Vladimir Putin à Síria para dar pessoalmente a ordem de retirada parcial das tropas é um gesto para os que duvidam da Rússia, declarou um cientista político russo. Moscou atingiu seu objetivo principal na Síria apesar de todas as previsões sombrias.

    "O presidente russo pôs fim ao Daesh [organização terrorista proibida na Rússia]. Os grupos armados mais violentos foram derrotados pelo Exército sírio, a Força Aeroespacial russa e os voluntários iranianos […] A fase seguinte, acredito, será a da trégua, resolução pacífica e a busca de compromissos", disse especialista em geopolítica Araik Stepanyan, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    Ao mesmo tempo, o papel da coalizão internacional liderada pelos EUA foi mínimo e também foi muito diferente da operação russa.

    Moscou "eliminou o terrorismo", salvou a integridade do Estado sírio e a legitimidade de seu poder, bem como "empurrou as partes opositoras para a mesa de negociações", acrescentou o especialista.

    Quanto à retirada das tropas, o especialista russo supõe que uma parte da Força Aeroespacial vai ficar no país "para os casos de emergência". Além disso, os sapadores continuam ações de desminagem dos povoados sírios. Os oficiais do Centro de Reconciliação e a polícia militar também continuarão seu trabalho. 

    Os países ocidentais tentarão fazer vista grossa à visita surpresa de Putin.

    "Para os meios de comunicação principais, organizar um show mediático, por exemplo, uma visita do presidente dos EUA ao Afeganistão, é apenas sua prerrogativa. […] Agora eles vão criticar a viagem de Putin ou afirmar que o papel da Rússia foi 'minúsculo'. Uma grande parte tentará silenciá-lo, basicamente", estimou Stepanyan.

    O fato de que o presidente russo ter ido à Síria para declarar a vitória sobre o Daesh "é um choque para eles". Isso significa que todas as previsões dos analistas ocidentais sobre "um pântano" ou "uma armadilha síria" para a Rússia não se tornaram realidade.

    Moscou mostrou que, mesmo com uma presença militar limitada, pode alcançar importantes sucessos, concluiu o especialista.

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    Daesh, Vladimir Putin, Rússia, Síria
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