11:46 19 Dezembro 2018
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    Cidadãos líbios agitam bandeiras nacionais da Líbia durante a demonstração em comemoração ao 64 aniversário de independência do país, Tripoli, Líbia, 25 de dezembro de 2015

    Aquilo que não é dito: analista explica verdadeiras razões da crise na Líbia

    © AFP 2018 / MAHMUD TURKIA
    Oriente Médio e África
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    As principais mídias se calam sobre a situação atual na Líbia e preferem manter o silêncio sobre as verdadeiras razões do conflito, diz o historiador Paolo Sensini, que julga os políticos ocidentais responsáveis pela "catástrofe humanitária e social" no país.

    Resgate de migrantes na costa da Líbia
    © AP Photo / Lisa Hoffmann/Sea-Watch
    Paolo Sensini, historiador italiano e analista político, autor do livro "Líbia, a colônia da Itália e colônia em um sentido global" falou com a Sputnik Itália sobre a crise na Líbia, o país que se tornou "depois do Afeganistão e Iraque, mais uma vítima da guerra neocolonial do nosso século". 

    "Como acontece com frequência, a mídia ocidental continua se mantendo em silêncio sobre a situação na Líbia e sobre os objetivos das iniciativas. Em outro, a comunidade internacional deve responsabilizar os políticos ocidentais pelo desastre social e humanitário na Líbia", afirmou Paolo Sensini à Sputnik Itália.

    Ele acrescentou também que "em meio à crise que foi organizada principalmente pelos franceses, britânicos e norte-americanos, começou uma catástrofe econômica, social e política que continua até hoje". 

    No seu livro "Líbia 2011", Sensini explica vários aspectos desconhecidos muito importantes para compreender a crise e as razões dela, bem como os papéis que desempenharam a França, a Grã-Bretanha, os EUA e os países do Golfo Pérsico.

    Como por exemplo, a ideia de Muammar Kadhafi de introduzir uma nova moeda na África para diminuir a independência de matérias-primas africanas do dólar, provocou uma forte reação: "Gaddafi foi chamado de 'inimigo do sistema financeiro africano'".

    "Apesar do fato que Kadhafi financiou a campanha eleitoral de Sarkozy em 2007, a França ativamente se opôs a Kadhafi, desejando tomar posse do petróleo líbio, substituindo a Eni italiana [maior empresa petrolífera italiana] pela Total. Era importante se livrar do Sr. Gaddafi, a quem estes países não podiam controlar", afirmou o historiador.

    Paolo Sensini opina que o retorno à política de Saif al-Islam Muammar Kadhafi, o segundo filho de Muammar que se posicionava a favor da aproximação com o Ocidente antes do golpe militar, poderia ser uma solução da crise Líbia. 

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    Tags:
    responsabilidade, organização, golpe, análise, crise, política, mídia, Muammar al-Gaddafi, Líbia
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