21:07 17 Dezembro 2017
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    Imagens da fronteira entre Israel e Síria, nas Colinas de Golã (foto de arquivo)

    Opinião sobre ataque de Israel contra Síria: é preciso levar em conta a presença russa

    © AFP 2017/ Jalaa Marey
    Oriente Médio e África
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    O sistema de defesa antiaérea da Síria interceptou mísseis de Israel em um subúrbio de Damasco. O especialista em ciências políticas, Stanislav Tarasov, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a situação.

    Nesta segunda-feira (5), as forças de Israel dispararam seis mísseis contra o Centro de Pesquisa Científica síria, situado perto de Damasco. O sistema de defesa antiaérea da Síria interceptou três deles. 

    Em 2 de dezembro, a defesa antiaérea síria repeliu o ataque de mísseis de Israel contra uma instalação militar situada perto de Damasco. De acordo com a mídia israelense, o ataque tinha como alvo uma base militar iraniana.

    Posteriormente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não comentando sobre o ataque, afirmou que Tel Aviv poderia atacar a Síria se as bases militares do Irã fossem implantadas em seu território.

    Entretanto, Israel reconhece que a zona de desescalada do sul da Síria reflete "parcialmente" os interesses. Foi sobre isso que comunicou à Sputnik o vice-chefe do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Alexander Ben-Zvi.

    Contudo, as palavras do diplomata estão em desacordo com a visão da imprensa local, sendo esta predominantemente negativa em relação ao acordo da Rússia, EUA e Jordânia. 

    O especialista em ciências políticas e em assuntos do Oriente Médio, Stanislav Tarasov, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a situação. 

    "Em minha opinião, trata-se de um confronto armado local entre Israel e a Síria. Mas vale ressaltar, que na Síria se encontra a Força Aeroespacial russa que controla o espaço aéreo. Estes ataques estão no campo visual do comando russo", assinalou o especialista.

    "Israel afirma estar preocupado com o provável aumento da presença iraniana na área das Colinas de Golã, na fronteira entre a Síria e Israel. É mais provável que Damasco não consiga concordar com Teerã sobre o retiramento de suas forças armadas da zona fronteiriça. Moscou ocupa uma posição neutra, enquanto Israel realiza ataques. Em minha opinião, é preciso estabelecer um contato mais estreito. Por enquanto, o incidente não foi regulado, pois, no futuro outros podem vir à tona. Porém, tenho certeza que as ações militares de grande escala entre a Síria e Israel serão evitadas", ressaltou Stanislav Tarasov.

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    Tags:
    conflito, Força Aeroespacial da Rússia, Colinas de Golã, Irã, Síria, Israel, Rússia
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