18:23 21 Julho 2018
Ouvir Rádio
    Combatentes curdos correm pelas ruas de Raqqa, Síria (foto de arquivo)

    EUA não deixarão a Síria, afirma ex-oficial da CIA

    © REUTERS/ Goran Tomasevic
    Oriente Médio e África
    URL curta
    13516

    Os Estados Unidos manterão suas bases militares na Síria e continuarão a apoiar militarmente as forças curdas locais, apesar de oficialmente dizerem que irão encerrar seu apoio à forças rebeldes, afirmou o ex-oficial da CIA Philip Giraldi em entrevista á Sputnik.

    "A presença dos EUA na Síria não irá embora", disse Giraldi. "Os turcos afirmam que existem agora 13 bases americanas no país, algumas das quais parecem ser permanentes".

    Washington está em posição para deixar de armar grupos de oposição na Síria já que o Daesh está sendo esmagado no país, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, durante uma entrevista coletiva nesta semana.

    No entanto, Giraldi acredita que a Casa Branca irá manter presença militar significativa na Síria para garantir influência durante as negociações para acabar com a atual guerra civil — que já dura seis anos e custou a vida de cerca de 600 mil pessoas. 

    Os Estados Unidos irão deixar de apoiar, na verdade, grupos rebeldes que se mostrarem militarmente ineficazes e sem apoio popular, afirmou o ex-oficial da CIA.

    Para Giraldi, a promessa de encerrar o fornecimento de armas às milícias curdas é uma resposta à Turquia — que é uma aliada chave na OTAN e tem uma minoria curda de 13 a 15 milhões de pessoas, algo em torno de 15% de sua população. 

    Isto não significa, entretanto, que Washington irá abandonar os curdos já que eles representam a maior parte das forças leais aos Estados Unidos na Síria. A Casa Branca apenas encontrará uma maneira de armá-los sem o conhecimento da Turquia, acredita Giraldi. 

    "Eles procurarão encontrar outras maneiras de continuar a armar e financiar os curdos sem deixar os turcos loucos", disse ele.

    O isolamento dos curdos tem aumento após o Curdistão iraquiano decidir por sua separação do resto do país por meio de um referendo. Bagdá respondeu com uma ofensiva militar. 

    Mais:

    Pentágono anuncia número oficial de militares no Afeganistão, Iraque e Síria
    Oposição síria diz que processo político prevê retirada das tropas estrangeiras do país
    Opinião: União Europeia não tem uma posição clara sobre o conflito na Síria
    Aviação russa bombardeia posições do Daesh no leste da Síria
    Oposição síria não vai condicionar negociações de paz em Genebra a saída de Assad
    Rússia acusa oposição síria de não combater terroristas em zona de segurança
    Irã declara apoio à Síria na luta contra o terrorismo
    Tags:
    OTAN, FDS, Daesh, CIA, Sarah Sanders, Turquia, Estados Unidos, Síria
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik