03:12 16 Dezembro 2017
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    Migrantes sírios andando nos trilhos com crianças nas costas

    'Possuímos todo o necessário': Síria planeja construir ferrovia até China

    © AP Photo/ Muhammed Muheisen
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    O ministro de Transporte sírio, Ali Hamud, em entrevista à Sputnik Árabe, disse que as destruições da rede de transporte da Síria são avaliadas em mais de 4,5 bilhões de dólares (mais de 13 bilhões de reais).

    Regiões há pouco libertadas não são levadas em consideração nas estatísticas. Os pontos de ligação importantes foram destruídos de propósito. Por exemplo, foi registrada a destruição de 50 estradas e 17 ferrovias. Quase todas as pontes sobre o Eufrates foram destruídas.

    "Em geral, foram destruídas 50% das estradas entre as cidades, ou seja, 4.095 quilômetros. Quanto às ferrovias, dos 2.400 quilômetros existentes foram destruídos 75%", disse o ministro na entrevista à Sputnik Árabe. Segundo ele, as brigadas de construção se tornaram companheiras eternas do exército sírio. Assim que uma área é liberta dos terroristas, construtores logo começam a restaurar a infraestrutura e prédios destruídos para regresso da população o mais rápido possível.

    "Planejamos restaurar mais rapidamente o que foi danificado. Possuímos todo o necessário, ou seja, materiais, especialistas e instrumentos para reformar as regiões assim que libertas. Por exemplo, quando os militares libertaram o leste de Aleppo dos terroristas, tivemos que reconstruir a ferrovia de 18 quilômetros. Durante os trabalhos, na ferrovia foram descobertas e neutralizadas 130 bombas. Foram destruídos completamente seis quilômetros de estrada. Mas conseguimos restaurar tudo em um período de 20 dias. A estrada era usada para transporte civil. Está funcionando até agora."

    Quando libertaram as regiões orientais sírias, surgiu a tarefa de restaurar 186 quilômetros de estrada às minas de fosfato de Aleppo. Parecia ser impossível cumpri a tarefa em seis meses. "Mas elas voltaram a funcionar em 70 dias. O segredo é que preparamos tudo com antecedência, e no local somente fazemos a montagem das partes já prontas da estrada, economizando, assim, muito tempo."

    Quanto aos projetos de transporte futuros, o ministro falou sobre a importância de reformar as linhas que ligam o interior do país a províncias. Em segundo plano entra a construção da ferrovia para o Iraque, Irã e Jordânia e, talvez, para a China e para a Turquia.

    Há planos também de alargar as linhas aéreas e os portos marítimos em Tartus e Lataquia. Contudo, a Síria ainda tem que superar muitas dificuldades, por exemplo, por causa das sanções ocidentais. O país não pode reparar seus aviões devido à impossibilidade de comprar peças necessárias para os veículos aéreos, disse Ali Hamud.

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    Tags:
    guerra, sanções, transporte, bombardeamento, ferrovia, estrada, Síria
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