21:24 17 Dezembro 2017
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    Saad Hariri e Emmanuel Macron em Paris, França.

    Premiê libanês anuncia seu retorno ao Oriente Médio mas mantém mistério sobre futuro

    © REUTERS/ Gonzalo Fuentes
    Oriente Médio e África
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    O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, afirmou que estará de volta ao seu país na quarta-feira (18) para as celebrações do Dia da Independência. Hariri renunciou ao cargo de maneira inesperada no início do mês e criou uma onda de instabilidade política no Oriente Médio.

    Falando desde Riad, capital da Arábia Saudita, Hariri fez um pronunciamento afirmando que deixaria o cargo por temer por sua vida e fez críticas ao Irã e ao Hezbollah por uma suposta tentativa de desestabilizar a região. Sua renúncia, entretanto, não foi aceita pelo presidente do Líbano, Michel Aoun, que acusou a Arábia Saudita de prender Hariri. 

    A França, então, passou a intermediar o impasse. O chancelaria francesa visitou a Arábia Saudita e o presidente Emmanuel Macron convidou Hariri para Paris.

    "Como vocês sabem, renunciei, e vamos discutir isso no Líbano", afirmou o premiê libanês em solo francês. Hariri disse que falará com Aoun em Beirute sobre seu futuro político.

    O Governo francês disse que "está ajudando a aliviar a tensão na região" e não deu mais detalhes se o premiê falou sobre sua renúncia.

    Macron discutiu a crise política no Líbano por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) António Guterres.

    A tensão no Oriente Médio preocupa a Europa. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, afirmou que "conflitos sangrentos" podem surgir em decorrência da instabilidade no Líbano.

    A atual divisão de poderes acertada com o fim da Guerra Civil do Líbano (1975-1990) determina que o presidente precisa ser cristão, o primeiro-ministro sunita e presidente do parlamento um xiita.

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    Tags:
    ONU, Sigmar Gabriel, António Guterres, Abdel Fattah al-Sisi, Donald Trump, Mohammed bin Salman, Emmanuel Macron, Saad Hariri, França, Arábia Saudita, Líbano
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