12:01 15 Novembro 2019
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    Presidente do Curdistão iraquiano, Masoud Barzani, durante uma coletiva de imprensa

    'Por que Washington nos castiga?': ex-líder do Curdistão iraquiano acusa EUA de traição

    © AFP 2019 / SAFIN HAMED
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    Masoud Barzani referia-se ao possível apoio dos EUA à operação militar lançada por Bagdá em 16 de outubro, depois do referendo sobre a independência do Curdistão realizado no final do mês passado.

    Os EUA não apoiaram os curdos, que foram seus aliados mais próximos na luta contra os terroristas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), disse Masoud Barzani, o ex-presidente do Curdistão iraquiano, depois de abandonar seu cargo.

    "Ninguém ficou conosco a não ser as nossas montanhas", citou a agência Reuters o discurso de Barzani de 29 de outubro depois de o parlamento do Curdistão ter aprovado sua demissão. O ex-líder referia-se à operação militar lançada por Bagdá em 16 de outubro, depois do referendo curdo. A grande maioria do povo curdo apoiou a independência em relação ao Iraque no referendo de setembro.

    Barzani criticou os EUA por terem abandonado os curdos e permitido que os tanques norte-americanos Abrams, que tinham sido fornecidos às forças iraquianas para lutar contra o Daesh, fossem usados contra os curdos.

    "Sem a ajuda dos peshmerga (combatentes curdos), as forças iraquianas não teriam conseguido libertar sozinhas Mossul do Daesh", sublinhou ele. "Por que Washington quer castigar o Curdistão?", pergunta Barzani.

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    Masoud Barzani, Curdistão iraquiano, EUA
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