13:07 19 Agosto 2018
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    Soldado curdo olhando para fumaça depois de ataques aéreos da coalizão em Raqqa (foto de arquivo)

    Opinião: EUA estão formando 'centro de poder' alternativo em Raqqa

    © REUTERS / Goran Tomasevic
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    Raqqa: do Daesh aos EUA (14)
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    Damasco afirmou que considera a cidade de Raqqa ocupada mesmo após as tropas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), a terem abandonado. Em entrevista ao serviço russo da Sputnik, o especialista em assuntos do Oriente Médio Grigory Lukyanov falou sobre os planos dos EUA e seus aliados em relação a Raqqa.

    A cidade de Raqqa vai continuar sendo considerada ocupada até passar a ser controlada pelas tropas sírias, comunica agência SANA, citando uma fonte do Ministério das Relações Exteriores da Síria.

    A fonte qualificou o anúncio dos EUA e de sua coalizão sobre a libertação da cidade de Raqqa do Daesh como uma "mentira que visa distrair a atenção internacional dos crimes" que a coalizão cometeu na província de Raqqa.

    O Ministério das Relações Exteriores sírio assinalou que, em resultado de um "bombardeio premeditado e bárbaro", mais de 90% de Raqqa foram completamente destruídos. Na cidade e seus arredores a infraestrutura foi destruída, dezenas de milhares de moradores locais foram forçados a fugir.

    A fonte qualificou também os apelos dos EUA e seus aliados à reconstrução de Raqqa como tentativas de manipular de opinião pública. 

    Anteriormente, o ministro das Informações sírio, Mohamed Ramez Tordjman, frisou que mesmo que a saída dos terroristas de Raqqa possa ser considerada como um fato positivo, é necessário que a cidade seja ocupada pelas tropas sírias.

    Depois da libertação de Raqqa, a coalizão internacional encabeçada pelos EUA anunciou estar se preparando para uma ofensiva contra a cidade de Abu Camal, na província síria de Deir ez-Zor.

    Grigory Lukyanov, especialista em assuntos do Oriente Médio e professor da Escola Superior de Economia, comentou, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, os planos dos EUA e seus aliados em relação a Raqqa.

    "Existe um conjunto de fatos que prova que a presença dos EUA e seus aliados em Raqqa visa criar um centro de poder alternativo a Damasco. Quer dizer, nessa cidade, sob a proteção das formações curdas e de um conjunto de pequenos grupos árabes apoiados pelos EUA, serão criados órgãos de poder, que poderão ser usados na qualidade de segundo 'centro de poder'. À volta dele irá ser formado um sistema político oposto a Damasco, onde gradualmente aparecerão instituições que os EUA poderão influenciar, seu estatuto será legalizado. Devido a isso, Damasco pode considerar que a vitória sobre o Daesh não é o prelúdio do fim da guerra civil mas, pelo contrário, o início de uma etapa até mais perigosa, já que os EUA serão um dos lados interessados", acredita Grigory Lukyanov. 

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    Raqqa: do Daesh aos EUA (14)

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    Tags:
    perigo, libertação, Raqqa, Síria
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